Poetizando a Meditação . : . a Arte de Imaginar

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Eis eu que chego. Não para contar história de ontem, nem de amanhã, mas de hoje mesmo.

Sim, porque nada do passado trarei à tona, contudo, contarei as pérolas, revelarei concha por concha, e explicarei como tudo isso um dia também foi areia. Assim como eu e você, cada pedaço do que é belo se forma pela junção das frações que um dia foram feias.

Sim, há um feio aqui que feliz sorri para que possa se transformar aos olhos vivos dos que, antes cegos, por milagre, por água do mar que leva e lava, por dádiva divina e graça, depois da lama, o belo veem.

Sou tsunami de palavras porque acesso a fonte sagrada, e venho trazendo lamentos. Nada do que sai do mar vem sem penas e dores dentro. Então, se algo dói, eu te pergunto: sabes que estás em meio ao mar? Se não sabes, tudo bem chorar para que se lembre.

Chore, pequeno grão de areia, porque a imensidão do que nos cerca realmente dá medo.

Eu sei, eles vieram, eles tiraram nosso leito, eles adentraram com seus monstros em nossos terrenos, eles destroçaram tudo, titãs que eram. E nós, crianças, ainda tememos. Mas um dia deuses seremos, porque os deuses venceram os grandes que os queriam presos.

Liberdade. Eis o nome que te batizo com as lágrimas que rolarão no dia da libertação de si mesmo.

Não quero saber de teu passado, porque quem revive passado é necromante, é gente que morte vende e come, e eu, eu apenas dou a minha vida com alegria para, agora, vivermos.

Sou ponte que leva à porta que foi esquecida há milênios, e em mim passam ovelhas e carneiros em direção ao oceano que nos alimenta!

É ele quem dá forma às rochas que hoje queimam, porque eu sinto em teu peito as pedras se chocarem e produzirem fagulhas, mas saiba, as fagulhas são para cura, para que um dia, em alguma vida, um fogo, em ti, acenda.

Será acesa a alma tua. Será teu corpo feito dourada estrela. Porque se hoje já somos quase como anjos, saibamos, todos os gêneros caem para que o coração se erga!

Teu sexo já não me cabe, tua sensualidade já não me sujeita, tua cor já não me bate, teu tamanho já não me causa riso, nem é teu gênero motivo para violência, muito menos para separação, porque as nações se unem sobre as águas para caminharem de mãos dadas quando já não houver primavera em que se mate um irmão, nem mesmo o primeiro!

Porque ainda aqueles que um dia nos feriram, esses serão enterrados sob o fogo que em nosso coração estará aceso.

Sente, põe a mão em teu peito!

Enche o pulmão de ar.

Que ele entre pelo nariz, e saia pelo nariz, para que voltemos ao mesmo lugar de onde viemos.

Você se lembra?

Ah, mar querido, divino mar de ar em essência, que nos inspira a submergirmos e a nos elevarmos acima das coisas que cegamente vemos, vem e nos leva para junto de ti – em silêncio, escutando o pulsar do nosso coração no mesmo ritmo, porque ao infinito é lançada a canção de todos os corações que estão batendo.

É eterna a propagação da nossa fumaça, que, alada, sobe ao céu e se junta às nuvens que nos cantam tempos vindouros. Há ouro no céu seja dia seja noite, e só falta que nós brilhemos juntos, no fundo da água de cada corpo.

Então chora pra fora a oração que anuncia o encontro consigo, na presentificação de teu desejo por união com todos, sem exceção, para que a expansão se manifeste fora desde de dentro, revelando o divino infinito que somos. E tal qual Júpiter exaltado, glorificado, vê como teu pulmão infla distribuindo a alegria de ainda vivermos.

E no dom da vida ouve mais uma vez o coração, solitário em si mesmo. Não tenha pena de sua solidão, nem arranje desculpas vaidosas para ela. Todos estão onde estão, e tudo é para que, neste momento, tu sejas.

Vem, volta, volta a ter um corpo com órgãos vivos, um corpo que se sente inteiro, um corpo que se sabe unido ao amor e à beleza. E como Vênus em erupção, põe para fora todo dióxido de carbono e lança todo teu ruim na atmosfera, se perdoa por cada respiro teu ser a morte do teu irmão, porque é uma verdade inevitável: ao respirar nos matamos, ao respirar, nós morremos!

Abraça a morte como amiga e como irmã, vê nela o sorrir para a vida enquanto a tens. Pois o reino de Plutão é para lidar com tudo o que precisa se transformar, mas não é preciso temê-lo. Então lança para longe, num espaço que já não se consiga ver onde, o ódio que te disseram existir dentro. Tira, arranca raiz por raiz como quem arde em febre para expulsar os demônios até do inferno.

E lembra, nada disso significa buscar a perfeição, menos ainda ser perfeito.

Mas tudo é feito para que haja misericórdia, que nada mais é do que teu coração se tornar miserável, vazio…, para que novamente se encha. Pois coração cheio enfarta, coração cheio morre sem sabermos a causa exata, mas a miséria como nota tocada por cada batimento é a própria cura. Então eleva teus pensamentos.

Olha para o alto como arqueiro que mira flecha e incessantemente treina. Tenha disciplina geométrica. Aprende o foco do movimento com os monges. Acenda o fogo da sabedoria com os filósofos. Tire os sapatos para entrar em todos os templos. Vê se tua coluna está ereta, agora! Erga sempre tua cabeça na direção do horizonte, e doe infinitamente o teu ouvido e o teu olhar a quem chega.

Mas saiba separar o trigo do joio. E quando tiver dúvida, respire, pacientemente : aprenda.

Faça como fez Buda, senta-te e vê a flor que a ti contempla. Se carregas uma lótus no pé cheio de lama do dia-a-dia, se brota sobre ti as flores da primavera inteira, senta-te e sorri, porque tu, tu és uma roseira. Vê os espinhos cravados em ti? Vê todas as dores e sofrimentos? É da rosa que um dia também irá florir, então permita que essa feliz dor cresça.

Que ela seja a montanha que te revele o vale das sombras, sem que se perca a cabeça. Põe os pés no chão e sente teu corpo firme como terra. Estamos aqui hoje, o amanhã disse que viria, mas bem sabemos que ele nunca chega, então aproveita a vista do presente e presentifica-te agora, porque tudo o que temos é a visita desse momento que frente ao tempo eternamente se transforma.

Sente o vazio que preenche tudo ao redor, porque, ó ar, tua força é como metal, nos adentra rasgando ao meio, então que o éter invisível nos cole, sendo a ligação do nosso coração com nossa essência, a substância para além de ser mortal, porque mesmo que o relógio pare, continuaremos rodando, dançando a dança das esferas no espiralar das estrelas.

É fogo vivo o que nos cerca, fogo vivo o que nos entra, fogo vivo o que nos falta, fogo vivo o que nos diz: mesmo em meio ao deserto – andemos! Ardamos e andemos os passos nossos, para que até os anjos vejam. E que as fadas sejam cúmplices, trazendo em suas asas o nosso alento.

Sim, há um mundo invisível, estais vendo?

O bater das asas das fadas soam como badalos de sinos pequeninos anunciando o renascimento da primavera!

Ela está de volta! Vitoriosa e gloriosa! Ela desce das nuvens usando os raios celestes de instrumento. Anéis de cor divina são vistos. Há sobre todos o dourado manto do corpo daquele que, em canto, se faz palavra, tal qual poema.

Que dissolvamos nossas sombras, basta olhar para elas. Pois nossas pupilas contêm luz quando meditamos unindo todos os acontecimentos. Assim como nossos pés flutuam, e levitamos, por um segundo, para fora do mundo denso.


Tal qual peixe que, pulando fora da água: voa, mesmo sem sabê-lo.

Tal qual beija-flor que dentro de si: faz mel, mesmo sem sabê-lo.

Tal qual abelha que fora das vistas guarda o veneno, mesmo sem sabê-lo.

Tal qual o Eu que há em teu Ser: mesmo sem tu sabê-lo.

 

Que acordemos aos poucos. E que, acordando, acordados fiquemos. Pois eis que eu chego. E Eu chegando, Tu também chegas…

Então abre o olho como quem nasce…

Pisca como se cada levantar de pálpebras fosse um nascimento.

Porque junto com cada respiro é parida a calma, e a alma, se o sabemos.

E isso não significa que novas sombras não se farão presentes, elas chegarão, e que venham, mas saibas: toda tempestade é de verão quando há dois corações brilhando, um dentro de nós e outro fora, sobre nossas cabeças.

Então te acendas, tende paz e sente a alma.

Mesmo em meio à escuridão, há corações em volta.

Nos curemos!

Amemos!

e Brilhemos!

Guerras e Pandemias e a futura presentificação pelo Amor e pela Cura [uma visão Cristã e Astrológica]

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O ódio (proveniente de Marte) e o medo (proveniente de Saturno) são rasos, fazem parte da temporalidade de um estar usando dessas forças (ambos os planetas) de maneira deformada, “por isso” o ódio e o medo se estendem pela História com poucas mudanças de conteúdo (o Ser) e na adoção de qualquer forma (o Estar) que se fixa como aparência – muda a forma das materializações das armas, por exemplo, mas o conteúdo é o mesmo, independente de quantas armas sejam feitas (pandemia é pandemia, guerra é guerra, só descobre-se diversas maneiras de se amedrontar e matar mais gente); pra odiar e ter medo, ser regido por Saturno e Marte desgovernados, basta a existência…

O Amor (proveniente de Urano) e a Cura (proveniente de Netuno) são profundos (oitavas elevadas) – conteúdos de aparência impalpável por Amar e Curar serem um ato simples, não necessariamente fácil: não é possível enviar amor dentro dum míssil, e nem entregar rosas a garantia de ser amável, assim como tomar remédio não é certeza de cura nem de ser saudável.

No Amor (Urano) e na Cura (Netuno), há a adoção de muitas formas (o Estar), formas mutáveis (os estados) dentro da vivência de cada manifestação, mas o conteúdo (o Ser) é sempre o mesmo: doar-se para o Ser Amado (Vênus com caridade ao próximo – belo Libra – na atuação com Marte via ações sacrificiais – bom Áries), e esquecer-se para ser Curado (Saturno no rigor quanto a si, freando – a própria matéria, a própria personalidade – um bom Capricórnio, junto de Júpiter na misericórdia, tendo um coração miserável, vazio para ser preenchido pela cura proveniente do Pai (o coração galáctico) – um belo Sagitário.

“Por isso” não se vê uma “guerra de amor” nem “pandemia de cura” – não é possível esquecer-se ao lembrar ao mesmo tempo de todos (isso seria onisciência), nem possível ao mesmo tempo olhar no fundo de todos os olhos (isso seria onipresença), é preciso, antes, crer que o ‘todos-juntos’ (Fraternidade, Aquário) está contido em Uma Mente e Um Olho (o Filho no Pai) que nos mira, formando um princípio (Alfa) e um fim (Ômega) para acreditarmos no Caminho (Cristo – o Sol): para Amar e Curar (responder aos influxos de Urano e Netuno) não basta a existência (a personalidade, o Ascendente, o estar encarnado), o Amor e a Cura (o Pai e o Filho) requerem Presença (Eu) na Experiência do Ato (Verbo/Sou). É Ser e Estar no profundo do Outro e de Si (os 7 ‘Eu Sou’s proclamados por Cristo). E assim sermos dignos do Cálice (Plutão) para sermos seres transformadores de realidades – capazes, portanto, de milagres!

Reconhecer o ódio ou medo (Marte e Saturno, Lúcifer e Satanás) como luva, capa ou máscara rasas (ou seja, reconhecer que usamos a personalidade para não nos aprofundarmos em nós mesmos) é necessário: são capas que momentaneamente protegem o ombro esquerdo, o direito, o peito, as mãos ou a boca, mas que precisam ser retiradas, elevadas, usadas apenas quando necessárias, pois o uso prolongado evita que evoluamos e criemos nosso Real Manto: o Manto Nupcial Dourado!

Mas entrar em contato com o profundo assusta, pois é justo desmascarar-se, é desencapar-se e se pôr em risco de choque pela alta tensão como cabos sem proteção (algo parecido com um Urano aflito ou desnorteado): para tentar esse contato com Urano, é preciso antes subir aos picos altos (elevar o uso de Capricórnio, forjar um Saturno em casa ou um Marte exaltado, dignamente aspectados), e mergulhar ao fundo dos mares (aprofundar os efeitos de Câncer, não ter suas paixões rebaixadas por esses mesmos planetas que lá ficam em Queda e em Exílio), é morrer-se indo sem nem saber o que irá encontrar (buscando o Santo Graal, Plutão em Escorpião, a próxima Água), ou morrer após ter chego, crendo que atingiu o aparente ponto final (a ilusão de que alcançar o cálice em si gera redenção automática), quando o Amor e a Cura são infinitos e só por eles é possível Ressuscitar em Verdade.

Há também o constante caso do nosso imenso apego à vida existencial quimicamente-material, e assim morrermos por muitas vezes simplesmente crermos nisso: na morte (Escorpião) trazida pelo ódio (Marte) ou pelo medo (Saturno), como, por exemplo, através de uma doença (Virgem), o que é facilitado pelos bons aspectos que terra faz com água, podendo gerar uma engenhosa armadilha, a velha diferença entre o veneno e a cura. O simples acontecimento (sextil e trígono) que se torna fácil fuga travestida de cegueira ingênua.

Só aquele que aprende a ser breve (viver no corpo denso) pode chegar a ser longo (extrair o corpo-alma): existência (o Estar) é requisito para a presença (o Ser). Mas só o que se sabe sendo longo (tendo consciência no Corpo-Alma) pode compreender o breve (os renascimentos) e ter profunda paz e esperança: a presença que sabe que existir (Estar no mundo) é o 1º passo de qualquer movimento – o único problema é não se mover depois disso, pois não-ação perene é permanente estado de ignorância.

Por isso é preciso compreender que os métodos Orientais Não funcionam e não são desejáveis para Ocidentais, pois todos os métodos oriundos de lá são para lidar com a Existência, e não com a Presença. E mesmo o que chamam de Ser, no Oriente, provém, na verdade, de um Estado desse Ser. Ou seja, lá Saturno ainda rege Aquário, assim como Júpiter ainda rege Peixes, enquanto deveríamos ‘lutar’ para emanciparmo-nos e sermos cada vez mais capazes de sentir a regência de Urano e de Netuno nesses Signos.

Rasidão não sustenta peixe, literalmente, e se algum bicho aparecer na orla: Cuidado! – o raso é lugar de filhotes; e tudo bem ter do raso e fácil quando se é frágil, mas cá uns nunca crescem, ficam para sempre à margem da mente, existindo através do mental fraco, conformados com um Netuno ou Mercúrio problemáticos.

Mas é preciso ter cuidado também com a profundidade (Peixes) e generalidades (Sagitário) – dois Signos de grande espiritualidade, pois ficar só nisso pode levar a uma cegueira ao resto, seja por escuridão ou claridade (sendo Signos de Queda e Exílio de Mercúrio, precisando ter um Júpiter equilibrado para alçar voos e/ou um Netuno afiado para saber ter nados sábios), podendo gerar isolamento por se sentir estando em algo imenso: não no outro que junto forma o símbolo da unidade que une o que pareça ter diferença, como todo ecossistema, mas apenas na vertigem do ar inflado que o faz temporariamente se sentir existindo de forma expandida (Júpiter em Sagitário) ou a vertigem da imensidão marítima ao temporalmente se sentir existindo de forma diluída (Júpiter em Peixes), sem fazer parte (em ambos os casos) da pontual presentificação no ecossistema, levando à explosão (pressão do fogo atmosférico de Sagitário) ou implosão (pressão da água oceânica de Peixes) da materialidade – material esse (éteres) que nos é de responsabilidade, não dando para ignorar que se é da Hierarquia de Peixes e que encontrar outros seres no éter químico, por exemplo, ainda faz parte, sendo um perigo se isolar (egoísmo) ou se dispersar (no coletivismo, tribalismo) ausentando-se da pontualidade, da individualidade na humanidade.

Não há a vivência, em ambos os casos (coletivismo e egoísmo), nem de uma Cura nem de um Amor dissolvidos (verdadeiramente profundos), ou concentrados (verdadeiramente rasos, como essências que concentram em uma gota a propriedade de uma planta toda), menos ainda iluminados, mas dissociados dos indivíduos e, portanto, ilusoriamente estendidos ao coletivo. São vivências de pessoas que creem que existir sentindo-se parte do Todo basta; não, não basta, Amar (Urano) e Curar (Netuno) é o processo de Presentificação (Individuação, Iniciação)existir somente é abrir espaço para o ódio (Marte) e o medo (Saturno) na Mente, ainda que se viva de forma desapegada – eles irão criar guerras (Marte) e pandemias (Saturno) para serem encontrados, confrontados e termos de lidar cara-a-cara, transformando tudo (Plutão) através de Atos (Verbo, sendo que, caso se Seja em Cristo, a transformação pode ser o Graal para a Ressurreição, mas caso não se seja em Cristo, será apenas o conhecido Plutão mortífero, ou seja, a morte carnal sendo enfrentada)!

A grande questão talvez seja, ao saber que há quem morra por fome – por achar que vive sem alimento ao matar tudo (método Oriental, ou mesmo os Filhos da Água e sua mortificação do Corpo), se isolando do mundo -, e que há quem morra por gula – por ter sede da Água da Vida e sair caoticamente inalando e degustando tudo (método Ocidental, especialmente os Filhos do Fogo), encalhando na rasidão do mundo, como, por fim, saber a quantidade de alimento certo para se Presentificar ao Amar e Curar esse mesmo mundo? Talvez a resposta seja apenas uma: não são os Peixes (o homem) que sabem do seu alimento, mas o Oceano (o Pai) – Aquele que provê o sustento antes mesmo que saibamos.

O pão nosso de cada dia dá-nos hoje.

O que nos revela que estar sob os influxos de Urano e Netuno, bem como de Plutão, depende da divina Graça, mas há como nos prepararmos através de todos os outros planetas para que, quando isso se dê, eu esteja e seja saudável suficiente para aguentar e saber o que fazer com tamanho talento, dom, dádiva, graça a mim confiado!

Por isso praticar os Exercícios Espirituais, como os que nos são generosamente dados no Conceito Rosacruz do Cosmos, é urgentemente necessário.

Saber viver é dificílimo. Saber onde está o alimento em cada momento, e qual peixe ou mamífero ou ave ou símbolo (os Signos) alimentar dentro de nós é a Busca.

Quem sabe um dia alimentemos um Unicórnio, ou mesmo um Dragão (Cristo e o 13º Signo – todos juntos) – que sobe ao céu e anda na terra, e não perde o fogo quando molhado – seja pelo mar, seja pelas chuvas. E não se deixa levar pelo o ar e a possibilidade de viver só, distante, cuidando da Terra – seja do Sol (como o vaidoso), seja da Lua (tal qual lunático)…

Quem sabe um dia Amemos e Curemos e assim consigamos Ser Presentes ao nos doarmos e nos esquecermos. Sim, virar dragão que não se olha no espelho, que nem se sabe dragão porque não vive para ver seu reflexo se manifestar, mas sim para que, ao Amar e Curar, um dia todos possamos, juntos, voar!

 

Curai os enfermos e Amai-vos uns aos outros.
[Mateus 10:8 e João 15:17]

 

Que as Rosas Floresçam em Vossa Cruz!

 

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O que é Ser uma Palavra Viva?

Quando pensamos sobre as palavras, ainda mais para quem é orador ou escreve, surge vez ou outra a questão: como tornar as palavras vivas? E o que seria uma palavra viva?

Olhando o avesso dessa pergunta, poderíamos nos perguntar da mesma forma:
Existe Palavra morta? Existe alguma possibilidade de se matar palavras?

Quando pensamos que o correspondente da Palavra Viva é o nosso Amado Cristo, Ele encarnando o que outros podem chamar também de Arquétipo do Verbo, então podemos observar pontos muito frutíferos:
sabemos que Cristo, a Palavra, é Uno com o Pai, e que o que é do Pai foi dado a Ele.

Se voltamos nossa atenção para Roma Antiga, antes de seu nascimento, encontramos sua correspondência em Júpiter, o dador alegre, responsável pela misericórdia e benevolência. Mas sabemos pela astrologia que ter uma consciência cristificada significa Solarizar nosso mapa, ou seja, acessar nosso Eu superior que é o Espírito.
Isso torna possível observar que, duma forma romanesca, Júpiter, tradicional filho de Saturno, tem como verdadeiro pai o Sol, que reina, sendo ele próprio exemplo do que Cristo ensina de que é preciso ‘abandonar’ pai e mãe [biológicos] para se voltar ao Pai que verdadeiramente nos guia, ainda que sem deixar de honrar a hereditariedade.

Assim vemos, como, em verdade, Júpiter e o Sol, no nosso mapa, são um só – ou serão quando cristificarmos nossa consciência, pois é usando Júpiter [misericórdia e benevolência e expansão] que se chega ao Sol [Espírito] e o Sol que agirá usando Júpiter, tornando-se ambos uma só Ação Oitavada, e por fim usando o Ascendente [corpo] apenas como um veículo físico da expressão da vontade do Sol verdadeiramente para que se expresse Júpiter.

Mas na época romana, não era assim que se via, Júpiter era Júpiter, Sol era Sol, e não se mistura – ainda que em algum período tenha começado a haver uma confusão quanto a qual dos dois seguir como guia último. Júpiter era muito poderoso, tal qual Verbo, um raio que ressoa, mas o Sol é o Sol, senhor de todo o Reino.

Pois bem, sob a Luz Crística e perspectiva romana, poderíamos dizer que existe palavra morta, pois lá Júpiter não é uno com o Sol, lá, Cristo está morto. Assim como poderíamos analogamente dizer o mesmo das tradições predecessoras: grega, egípcia etc.. Todas seriam portadoras de palavras mortas.
Bem como mortal o uso da astrologia – essa ferramenta romana que, se usada com sabedoria para cura, é belíssima!

Mas será a morte mesmo?

Nós conhecemos a morte por, ao menos, duas perspectivas: a de fim de algo [que gera término ou finalidade] e a de transformação de algo [que gera continuação inferior ou uma forma oitavada].
Ou seja, vemos que Escorpião – Lar da Morte – porta forças como que de Senhores da Forma, hábeis que são em usá-la da maneira mais necessária.
Em palavras romanas, Marte é o gerador e Plutão o que termina ou eleva, e sua função depende mais do receptor de suas forças do que dele mesmo: se estamos maduros compreendemos ser uma forma sendo aprimorada, se somos ainda infantis, vemos apenas o fim das coisas que julgávamos prontas e acabadas, finitas ainda que aparentemente vivas – ou seja, vemos um fim sucedendo outro.

Com isso podemos observar duas formas de análise da palavra: uma morta de fato, porque teve seu fim, morreu na Roma Antiga – e ainda que se use hoje em dia a astrologia e se pronuncie nomes, não prestamos cultos nem sabemos verdadeiramente a fundo a mitologia. Ela não tem uma vida em nós por si mesma.
E outra Viva, pois se Cristo é a união de Júpiter com Sol e passa a ser d’Ele o Reino, tal qual Leão de Judá – Leão, justo o Signo e Hierarquia que é conhecida por ter como sua regência o Sol -, então, a Palavra romana não vive por si mesma, realmente, há um corpo “morto”, mas que é vivente por ser interno a um corpo Vivo – o de Cristo.

É como se eu retirasse meu fígado literalmente, ele por si mesmo não se mantém, não vive e, consequentemente, morre. É morto na aparência. Mas quando o vemos sem retirá-lo do corpo, e sim fazendo parte de um grande Ser que o sustenta, então podemos vê-lo vivo, assim como Vivos todos os outros órgãos desse grande Ser que os alimenta.

Como poderá então haver palavra morta? Palavras só morrem se estão e permanecem fora do corpo místico e oculto que é Cristo. Mas uma palavra fora de Cristo, não é uma palavra, pois Ele É a Palavra, o Verbo Encarnado Vivo.

Então não é possível existir palavra morta, pois toda Palavra é necessariamente Viva.
O que acontece hoje em dia é que há uma deformidade que se chama terminologia.
Terminologia em si é uma palavra, mas os termos têm sua origem em término, determinam finalidades e fins subsequentes. Eles matam tudo ao redor e finalizam qualquer intenção. Seu uso mata um texto, dando nascimento a um tratado, a um pacto discursivo que trata o menor como fonte ao invés do corpo maior ser abrilhantado. E não que este corpo deva ser necessariamente explícito, anunciado e enunciado, nem sequer consciente…
E discernir um termo/terminologia de palavra não é simples questão de jargão e coloquialismo. Antes, é questão de ser um texto com corpo, mas, junto, se saber pequeno e, portanto, parte de um outro todo maior, se reconhecendo ele também órgão de algo, mesmo que apenas por humildade individual, e não vinda de uma, por exemplo, igreja.

Quando olhamos para Roma, Grécia, Egito e o que antecede e cria um traço histórico aos nossos olhos, sob a pupila de Cristo conseguimos ver que tudo é como letras que formam a Palavra, e essas letras em tempo algum tiveram vontade própria, mas foram vivas por fazerem parte de um todo chamado: Tradição, o Coração do Amado.

Toda Tradição pulsa no sangue e na carne d’Ele. Está impregnada por Ele, ainda que não esteja explicito, assim como uma orelha pode não explicitar o sistema inteiro, e quem sabe nem ter consciência de que há uma como ela do outro lado, mas sabe que faz parte de algo maior, de algo que ela poderia pressentir como um ‘todo’.
Claro que pressentir e viver de achismos não é fazer parte do todo, pois pode ser uma orelha deficiente dos sentidos, ou sem um pedaço vital de si mesma, bem como surda efetivamente, achando que basta sua existência para que seja. Mas sabemos que Ser requer Agir, e Ação é eternamente no Presente! [O que aqui nada tem a ver com pessoas surdas-mudas, é apenas uma analogia].

Logo, para se beber e escrever da Palavra Viva é preciso ser aquele que com honra e humildade se aceita parte de algo infinitamente maior do que ele, aquele que se torna uno com a Fonte, que assume os órgãos da Tradição sobre si, que respeita os Cânones – aqueles que provaram d’Ela antes -, e, originalmente e modestamente, ser por fim aquele que se coloca ao lado deles – sem inventar termos na deturpação, deformação e usurpação do cálice sagrado que são as mãos e as bocas de quem, de forma presentificada, fala e escreve… enfim: Cria!

É não forjar um passado, muito menos destruí-lo ou desconstruí-lo para construir um futuro que vaidosamente se almeja, mas sim regar com a Água da Vida a Árvore da Vida que, por dom, dádiva e graça divinas [que são três faces da mesma palavra] se revela a quem, na união d’Elas, vê e ouve a Palavra em si mesma… Palavra que é a Árvore e a Água unidas no Presente de quem as Seja.


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Amendoeira em Flor [1890] – Vincent Van Gogh!

“Je suis Saint Esprit – Je suis sain d’esprit”

Van Gogh, aliás, é exemplo de um Ser que teve acesso à Fonte de tal forma que teve suas mãos como cálices, sendo sua pintura o ápice da Água e do Fogo dando Vida a todas as formas que tocava. Ser Palavra Viva não é só questão de palavra oral ou escrita, mas de Ser Signo e se Tornar Símbolo d’Ela para que todos A testifiquem: A ouçam e A vejam.

Sobre a pintura: “Grandes galhos de flores, como este, contra um céu azul eram um dos assuntos favoritos de Van Gogh. As amêndoas florescem no início da primavera, tornando-as um símbolo de vida nova. Van Gogh emprestou o assunto, os contornos ousados e o posicionamento da árvore no plano de imagem da impressão japonesa.

A pintura foi um presente para seu irmão Theo e sua cunhada Jo, que tinham acabado de ter um filho, Vincent Willem. Na carta anunciando a nova chegada, Theo escreveu: “Como lhe dissemos, vamos nomeá-lo em sua homenagem, e desejo que ele possa ser tão determinado e corajoso quanto você.”. Sem surpresa, foi este trabalho que permaneceu mais próximo dos corações da família Van Gogh. Vincent Willem fundou o Museu Van Gogh.”.

Fonte: https://www.vangoghmuseum.nl/en/collection/s0176V1962

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Deus está morto realmente?

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Deus está morto realmente?

Nietzsche gritou a frase mundialmente conhecida: Deus está morto. Será?

Quando observamos nosso processo de libertação de um antigo eu, ao fazermos exercícios espirituais, ao servirmos espiritualmente, ao criarmos espiritualmente e nos elevarmos pouco a pouco, sabemos que hábitos antigos vão sendo deixados, desejos perversos vão sendo purificados, pensamentos ruins vão sendo sutilizados, tudo dentro do tamanho da nossa Vontade e Força espiritual vai sendo morto e transformado.

Esse processo é conhecido especialmente por ser feito pela Hierarquia de Escorpião, que dá novas formas, gera formas outras, morre e nasce formas oitavadas, elevadas dentro da mesma frequência. Hierarquia essa responsável pelo nosso período atual aqui na Terra.

E assim como deixamos um corpo físico para trás quando morremos, Nosso Deus, ao evoluir, deixa para trás uma espécie de deus morto. Sob a perspectiva de quem se apega à roupa do corpo, há só um deus morto, e ele existe de fato, assim como é realidade os átomos físicos desse corpo, muitos tentam fazer com que esse deus morto reviva, inclusive.

Mas se usarmos a Luz para olhá-lo, saberemos que Deus É Vivo! O Nosso Deus Vive!

Eles não coincidem, assim como Eu não sou esse corpo que visto nem a personalidade que manifesto, Eles são um só enquanto tudo ainda está sendo, e portanto, todas as coisas se interpenetram. Mas quando deixar de estar sendo para se tornar a elevação e união de Deus com seu próximo, assim como Cristo se Uniu ao Pai, então haverá (e já há para quem vivencia o Cristo, provavelmente) o que chamaríamos de dois deuses: um Deus Vivo e um deus morto. Um Deus Bom e um deus mau. Assim como há um Eu superior e um eu inferior.

Numa analogia cinematográfica, é como se a cada Neo que começa a se descobrir Homem-Deus, surgisse um anti-Neo: o sr. Smith.

Não é possível salvá-lo, não há redenção para o sr. Smith, ele não pode permanecer inteiro, vivendo, ele será absorvido, porque ele não é feito da mesma substância que o Neo, mas sendo possível vencê-lo, ainda que seja difícil e lento, assim como é lenta a absorção de uma raiz morta pela terra e depois toda a absorção do corpo dessa árvore morta desde sua queda.

Esse deus morto tem seus filhos: suas cópias, não são pessoas, mas estão existindo entre nós.

No caso, podemos observar também que, assim como há o Cristo para acordar os Filhos do Pai, há um anticristo para manter o estado mortífero dos filhos do deus morto. Tem Filhos do Deus Vivo que estão em hipnose, como zumbis, estando sob forte influência na crença do deus morto, mas Filho que está dormindo, não está morto.

O que isso significa? Significa que há órgãos que ficarão para trás, há um corpo que ficará para trás, há restos que ficarão, e é isso mesmo, não há como aplicar misericórdia a algo efetivamente morto, não há nem que se perder tempo com essa possibilidade. É como tentar reviver um corpo físico depois que um ego já abandonou ele. Cada vez que direcionamos nossas ferramentas para tentar reviver um morto que está aparentemente vivo (que é diferente de curar alguém que está dormindo, um vivo aparentemente morto), é perda imensa de energia nossa.

Por isso é preciso ter muita presença para discernir quem é quem, pois na vida Real um sr. Smith não tem nada que o distinga, sob olhos físicos, de um Neo. Então, por não conseguirmos fazer essa distinção, pois a maioria não sabemos como, é-nos revelado o imenso valor do serviço ao próximo e do estudo próprio de forma  desinteressada (ou seja, não Vaidosa) para o Coração e para a Mente. É importantíssimo não colocar o próprio julgamento no lugar do que é revelado apenas pelo Deus Vivente!

Em outra analogia, quem sabe aqui ainda esteja existindo, em muitas perspectivas, como uma encarnação antiga de Deus, que Ele está deixando para trás (pois depende de qual mundo se olha e para qual matéria, lembrando que elas se interpenetram, inclusive as que não conhecemos de mundos que não temos ainda acesso). Neste sentido, realmente, deus está morto! Há um deus morto, mau, sendo deixado, e com ele fica todo um sistema que também morre.

Talvez haja uma dificuldade tão grande nossa em realmente apreender as transformações e a Luz nova que chega, sempre primeiro cegando os olhos, que demoremos querendo salvar o que não tem salvação, e deixamos de elevar o que tem sutilização.

Não faz mal existir um deus morto desde que saibamos reconhecer o que é morto, não faz mal existir o mal desde que saibamos reconhecer o que é mal, não faz mal existirem coisas que ficarão para trás desde que saibamos reconhecer o presente, não faz mal porque o Cristo Renovou todas as coisas! E isso tudo que está morto deixará inclusive de existir logo mais.

Tudo faz Bem – não no papo piegas de que as coisas julgadas ruins, como um assassinato, faça bem, mas o que é Feito é Bom! As vinganças, por exemplo, são apenas reação. Assassinatos são reação, doenças são reação etc. Se sabemos reconhecer as reações vemos que elas Não Fazem, porque não agem, apenas reproduzem uma ação. E lembremos que estamos na era da reprodutibilidade.

Perigoso é se identificar com tudo esfriando, porque Deus Vivo, nosso Fogo, está se distanciando do passado que reage e reage e reage, e ficarmos tentando ressuscitá-lo com magia negra à força, nos tornando filhos do deus morto realmente, já que assim escolhem alguns, usando do maior presente que Ele nos deu: o livre-arbítrio.

Mais perigoso ainda é ser Filho do Deus Vivo, quente, e escolher estar morno.

Então cristifiquemos, esquentemos, elevemos, sutilizemos.

deus está morto, mas Nosso Deus É Vivo!

DEUS É VIVO!

E nisso vemos e ouvimos que há somente Um Deus em Verdade e Verdadeiro.

Oremos e Amemos, meus Amados-Irmãos-Amigos!

Que as Rosas Floresçam em Vossa Cruz!

 

A Ressurreição – Perugino (Pietro di Cristoforo Vannucci). 

 

Sobre a pintura: Esta representação delicadamente pintada e lindamente calibrada da Ressurreição de Cristo formou a predela, ou base, de um altar junto com quatro outras imagens no Instituto de Arte de Chicago: a Natividade, o Batismo de Cristo, Cristo e o Samaritano, e o Noli me tangere (Cristo e Maria Madalena no jardim após a Ressurreição). Cada cena é emoldurada por um molde fictício; aqueles em Chicago foram transferidos para tela e são menos bem preservados do que o painel no MMA. A predela foi identificada com vários retábulos, incluindo o grande e de dupla lateral para a igreja da Santissima Annunziata, dois painéis dos quais estão no MMA (1981.293.1-2). Alternativamente, Christiansen (1983) sugeriu que a série poderia ser associada a um altar da Crucificação encomendado para a capela Chigi na igreja de Sant’Agostino em Siena. Em 7 de novembro de 1500, o banqueiro Agostino Chigi escreveu de Roma para seu pai em Siena, “sobre a capela, eu vi suas intenções … se o [artista] peruano com quem você diz ter falado é o mestre Pietro Perugino, posso dizer do seu desejo de ter [o trabalho] feito por ele, que ele é o melhor pintor da Itália” (Scarpellini 1984, p. 62). Dois anos depois, em 4 de agosto de 1502, o primo de Agostino Chigi, Cristofano di Benedetto Chigi, assinou um contrato com o Perugino em nome de Mariano. O contrato especificava o tema do painel principal (uma crucificação com Maria, João Evangelista, e João Batista, e os santos Jerônimo, Mônica e Agostinho) e uma predela historiada, de assunto não indicado. A taxa era para ser 200 ducados de ouro. O altar foi concluído em junho de 1506 (Ferino Pagden 1985, p. 62). O painel principal desse altar ainda está na igreja de Sant’Agostino e mede 436 x 287 cm. A largura combinada das cinco cenas sobreviventes é de 220 cm, então havia espaço adequado para elas — ou, de fato, para uma predela ainda mais ampla. Embora tenha sido contestado que o altar de Sant’Agostino foi superado por uma estátua de terracota do Cristo ressuscitado, mencionado em 1575/77, e que, portanto, é improvável que a Ressurreição tenha sido mostrada na predela, que, aliás, pode ter tido mais de sete cenas (Ferino Pagden 1985, pp. 65-66), essas observações parecem insuficientes para excluir a série Chicago-MMA da consideração. Em primeiro lugar, eles só podem ter sido adequados para um altar da Crucificação – o evento-chave não mostrado na série. Além disso, Mancini (2004) observou que cópias da predela foram mantidas pelo Chigi e que uma dessas cenas mostrava, de fato, “A Ressurreição de Cristo com cerca de 1 palmo de altura e 1 ½ de largura numa reprodução não enquadrada de Perugino”. Isso equivaleria a 22,34 x 33,51 cm. Dado que as medidas foram aproximadas, a cena da predela em questão poderia muito bem ter sido uma cópia do painel de MMA. Mancini também observa uma referência a outra cena do Cristo de doze anos de idade entre os rabinos que poderia ter vindo da mesma predela.

O que parece claro é que a série Chicago-MMA, notável pelo pincel solto e coloração delicada, data dos primeiros anos do século XVI. A série era certamente conhecida pelo pintor florentino Bachiacca, por quem há uma pintura no Musée des Beaux-Arts, Dijon, que depende da Ressurreição do MMA (La France 2008).”

Keith Christiansen 2012

Fonte: https://www.metmuseum.org/art/collection/search/437272