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Qual é a Poesia do Coração?

Em primeiro lugar, eu aconselho fortemente que, caso você não tenha escutado a Poesia do Pensamento, que o faça antes de ouvir esta Poesia. De toda forma, nada evita que se ouça esta primeiro e depois a outra ou não se ouça a outra, à vontade!

Quanto à Poesia do Coração… o coração é aquilo que temos como centro, ele concentra todo o movimento do sangue, que é o que possibilita nossa existência. Se nós observamos, ele o tempo todo se contrai e expande, assim como o pulmão, estando ambos em constante contração e expansão, mostrando a forte relação que eles têm em termos de movimento, sendo que o próprio pulsar da respiração mostra também sua conexão com o coração, aquele que se expande e contrai para levar o sangue, que é a água do corpo, a todas as partes, ao organismo como um todo.

Na Poesia do Pensamento nós vimos que o pensamento tem relação direta com a terra através do intestino, que digere e absorve os nutrientes (sendo dotado de neurônios como o cérebro) e também com o pulmão pelo ar – símbolo do intelecto; na Poesia do Coração vemos também que este nosso centro é o que emanamos internamente (porque o sangue não deve ser emanado para fora de nós), enquanto o pulmão é uma dilatação e contração que se relaciona com o externo – porque puxo ar e solto ar ao externo -, mas se observamos que o pulmão faz a ponte entre a existência interna minha com existências externas a mim, podemos admitir a lógica e análoga possibilidade de o coração impulsionar sangue mais do que apenas dentro de mim mesmo, como corpo encerrado em sua anatomia, mas havendo uma relação do interno anatômico com algo ainda mais interno, com algo que poderíamos chamar: o verdadeiro cerne da Vida.

O coração nos conecta com o cerne da Vida.

Tanto que podemos observar que uma morte cerebral não resulta na morte do corpo enquanto totalidade, mas o coração sim. Ele é o principal órgão que faz com que tudo ganhe sentido.

Se o pensamento tem sua a digestão e absorção naquilo que é cerebral, se toda a capacidade de aprendizado está ligada à mente, e consequentemente aos pensamentos, a apreensão de mim mesmo e daquilo que me cerca vem através do coração, que, ao ser aquilo que banha tudo, está ligado à água, aos sentimentos, ao que faz meu coração bater mais forte ou mais fraco, ou até indiferente (o que é perigoso, então evitemos ser indiferentes às coisas, porque isso significa que o coração ganha um único ritmo para tudo ou mesmo que só para algo específico, ainda assim, é como um instrumento que toca apenas uma nota, não está musicando de fato, ele se torna um piiiiiiiiiiiiiiii… inclusive aludindo a uma máquina que nos revela que estamos mortos).

Por estes aspectos temos um coração conectado à água, àquilo que faz inclusive cair lágrimas, seja de júbilo, de alegria, seja de tristeza, dor, sofrimento etc.. Pois o elemento água está ligado às emoções. Assim podemos ver que, tal qual pulmão a expirar, não só o coração carrega essa água para todo o corpo ao se contrair e fazer o sangue dilatar (água essa que quão mais cristalina for, melhor, levando para cada membro aquilo que a gente sente em relação ao que nos acontece, sendo o coração que nos conecta ao cerne das coisas, e essa essência, como cerne, é sempre encontrada na relação, ou seja, eu só me conecto ao cerne e essência das coisas se me relaciono com elas), como vemos que é o sangue circulando que faz o coração pulsar ao dilatar, assim como é o ar que faz o pulmão expandir – porque sem ar ele não o faz, pois o ar é a única substância capaz de nos conectar com o que está fora de nós e conectar o que está fora de nós com o nosso interno (através da expiração, porque quando expiramos exalamos partes de nós mesmos, assim como se diz que alguém exala medo e que até os animais farejam nosso medo, por exemplo, mostrando que não só ocorre essa troca pelo nariz, mas também pela pele), assim como o sangue é a única substância capaz de conectar instâncias nossas superiores com o corpo físico, e vice-e-versa, porque se o coração é o cerne, a essência, e é o que nos coloca em relação ao Outro, tanto ele está em relação com o sangue quanto o sangue em relação com ele. Em uma pessoa verdadeiramente saudável, se aprende a ver que podemos escolher fazer nosso coração pulsar por algo ao bombear esse sangue em direção a um determinado órgão, objetivo, pessoa, sendo que tudo isso são relações, seja com um objeto, seja com uma pessoa, seja com Deus – para isso é preciso aprender a ter foco… e aqui faço um pequeno adendo de que o ar é a única substância de nos conectar com o que está fora porque na verdade aqui ele representa o éter, mas como a ciência ainda não chegou lá, utilizamos o ar enquanto elemento dessa conexão nossa interna com o externo, porque de toda forma ele também o faz em uma oitava inferior.

O sangue, ao ferver, ao esquentar, faz com que o coração venha a pulsar, e se escolhemos pelo que nosso sangue esquenta, escolhemos também pelo que nosso coração bate, até que sejamos capazes de chegar num estado em que o coração se torne um músculo voluntário, e não vivamos mais no polo negativo (inconsciente) só porque algo nos bate. Ou seja, sermos capazes de viver a consciência (polo positivo) de um coração, não através do sangue (que é parte da ciência do coração, mas não consciência), e sim através de algo muito mais elevado.

É claro que, quando dizemos ferver o sangue, a primeira imagem que tendemos a ter é a da ira de quem sente raiva ou da luxúria de quem sente tesão; o sangue ferver por algo geralmente está conectado a impulsividades, a um calor incontrolável, porque o fogo é um elemento dificílimo de se controlar, na verdade a água também é, porque a água, por mais que se possa restringi-la e ela se molde por ter a mansidão de se modelar a qualquer copo e qualquer taça, ainda assim ela escorre entre os dedos e ela, se parada mesmo dentro de uma taça, evapora ou se torna água parada que pode aparentar ser cristalina, mas na qual logo nascem os mosquitos e larvas, pois é em água limpa e parada que se propagam as pragas. E o fogo, talvez num primeiro momento tenhamos mais dificuldade em lidar porque nos queimamos muito facilmente e não conseguimos observar como seria possível modelar um fogo que se nos apresenta, porque afinal: se não posso pôr a mão, como irei modelar o fogo em si mesmo?

Mas se lembramos que o coração é o cerne, e se observamos que o fogo de um fogão nós conseguimos cozinhar porque fazemos com que ele saia num determinado formato, com um determinado tipo específico de quantidade de gás, tendo um controle sobre ele, um direcionamento dele, ou mesmo numa fogueira, o que determina a fogueira é seu cerne, seu centro, que é a lenha ou carvão, ou o que seja que a gente amontoa para que o fogo Esteja ali onde a gente quer que esteja e ele possa Ser ao queimar e consumir aquela lenha, aquele cerne que se queima. E mesmo sem a premissa do controle (porque ela pode nos levar a equívocos), num incêndio não temos controle de onde está pegando fogo, qual é o cerne, o centro daquele fogo, então ele passa a consumir tudo, porque tudo se torna foco dele, então é possível ver que controle, para deixarmos (ele) de lado, aqui se liga diretamente à capacidade de ordenamento da direção do fogo em si enquanto queima. Outras palavras podem ser meditadas como: contenção e disciplina para que haja um real aprender (não quer dizer apreender nem compreender) sobre como se entra em contato com o fogo sem se queimar de verdade, aos poucos.

E se nós temos o coração como cerne podemos ver que ele é a lenha onde se queima o sangue, ele é o carvão onde se acende o fogo do corpo. E é muito lindo porque se observamos um carvão ou lenha que pegam fogo realmente, eles se tornam vermelhos, vermelhos incandescentes como um coração, e se sopramos, eles pulsam; assim como o coração, a brasa pulsa, assim como o pulmão, quando se suspira quando algo de fora nos dá de seu alento, soprando em nossa direção algo de sua essência.

Podemos então notar que a forma de nos curarmos da tendência em pensar em ira e luxúria quando falamos dum sangue que ferve está em lembrar que o cerne é o coração. Se o cerne for o coração, então não haverá incêndio, nem ira nem luxúria nem qualquer outra manifestação do gênero ‘incêndios’, então o coração poderá ser o órgão que contrai a água e dilata o fogo:

Contrai a água ao fazê-la sair por pontos específicos, seja os poros sejam os olhos, puxando toda a água do corpo para que aquela emoção, aquele sentir, saia através de um lugar quase como um funil para que caia do olho feito lágrima, contraindo como quem coloca água nesse funil para que ela encontre um ponto por onde sair ao ser comprimida.

E quanto ao fogo, fazendo-o encontrar seu espaço de expansão por todo o corpo, não sendo incêndio por o cerne ser o coração e o cerne ter a capacidade de apreensão desse fogo a todo momento. É como a luz que apreende as trevas. Não é propriamente uma premissa de controle, nem contenção e nem disciplina dele, mais oitavas superiores numa espiritual modulação – que etimologicamente está ligada a harmonia. Porque não se controla o fogo, mas se tem um entendimento de que o fogo, se há alguma espécie de controle, é através de sua lenha, daquilo que ele queima, sendo o coração a representação direta de seu polo oposto, a água, assim como sendo o cérebro a representação do fogo na dualidade de órgãos (coração x cabeça), ou seja, só se começa a ter um controle, uma contenção, uma disciplina mental, assim como dos próprios desejos (iracundos e luxuriosos, inclusive) se se admite a possibilidade do coração estar realmente, verdadeiramente acima e à frente de tudo isso.

Então, é através do coração que se maneja o fogo do corpo, o sangue, assim como se torna possível ver que é o fogo, ou o sangue, que faz o carvão e a lenha pulsarem no contato com o vento, ou seja, devemos aprender primeiro que é o sangue que pulsa o coração, para depois aprendermos a pulsar o coração acima e à frente de todos os elementos, ou seja, pulsar o coração voluntariamente.

Se o cérebro é o lugar onde digerimos os pensamentos e a mente é onde fazemos essas conexões de pensamentos, onde temos uma produção de pensamentos, tal como uma máquina, e melhor ainda se como brinquedo, ou como um sistema solar, por exemplo, podemos ver as relações se conectando, sendo fiadas como uma renda, conseguimos ver então que observarmos esse fiar é com a mente, ou seja, é nela que produzimos a observação e o discernimento, mas é através do coração que as conexões se dão verdadeiramente, porque é como se a mente fosse capaz de, através dos pensamentos, aprender, como aprender que se está sol é dia, e se está lua é noite, mas eu só apreendo o que significa o sol lá fora e a sua relação com todas as coisas e com a Vida que isso carrega, assim como só apreendo a Lua e as relações que ela carrega, as marés que ela enche e esvazia, as fases que produzem cada uma um efeito, eu só apreendo tudo isso enquanto relação natural através do coração (não porque li e aprendi num livro que lua crescente é boa para crescer algo, mas porque eu apreendi que aquela força que emana se relaciona com a vida de uma determinada maneira).

O aprendizado é através da mente, a apreensão é através do coração!

São movimentos que andam juntos, mas que são diferentes, assim como é possível apreender antes e aprender depois, bem como aprender primeiro e apreender depois, que vai ser a diferença que na Fraternidade Rosacruz será posta como a diferença entre quem primeiro apreende no coração e depois aprende no cérebro, e quem primeiro aprende no cérebro e depois apreende no coração, sendo essa a diferença entre o místico e o ocultista, respectivamente. (Recomendo que se estude o livro Conceito Rosacruz do Cosmos e se possível que se faça os cursos gratuitos da Fraternidade para maiores detalhes).

O místico é primeiro conectado ao coração e depois à mente, enquanto o ocultista é conectado primeiro à mente e depois ao coração, sem juízos de valor, mas sabendo que há diferença entre um e outro. A diferença é que um místico está mais apto a ter uma relação mais elevada do que um ocultista, porque o ocultista tem conexão simbólica com os elementos ar e terra, que são elementos secundários, enquanto o próprio místico tem uma conexão simbólica com os elementos água e fogo, que são os elementos primários, ainda que haja uma grande diferença entre usar os quatro elementos e usar apenas os dois primários e constatar a linhagem de água e a linhagem de fogo, que é como se denomina essas duas vertentes: do místico e do ocultista, respectivamente. A relação com os quatro elementos revela o grau de inevitável superioridade dos santos em relação aos ocultistas, ainda que isso possa doer na científica e cerebral vaidade de vários.

Se olharmos bem, o místico lida muito mais diretamente com forças puramente da água e do fogo do que o ocultista. E me perdoem os leigos nesses assuntos, indico que estudem, pois são fatores a se saber muito importantes, relacionados ao esoterismo e ao exoterismo que, inevitavelmente, todos lidamos, ainda que não tenhamos ciência, consciência nem creiamos nisso.

E aí se encontra a grande importância dos ocultistas, pois é preciso aprender primeiro tudo isso e desenvolver nossa mente, porque o caminho da água tende a uma lentidão incomensurável, por isso, ainda que sendo superior ser um santo, é preciso primeiro, é preferível primeiro aprender a ciência espiritual que nos prepara para os batismos de água e de fogo. É necessário, no entanto, que todo ocultista também se converta num santo, pois, por mais que se estude e aprenda as coisas ocultas, o batismo de água SEMPRE vem antes do batismo de fogo, ou seja, a apreensão é necessária junto ao aprendizado para que a junção de ambos verdadeiramente, em uma oitava acima de água e de fogo, se dê.

Ser um filho do fogo, ou seja, ser ocultista, não significa receber o batismo de fogo, nos atentemos a esse detalhe muito importante, assim como um filho da água, um místico, não quer dizer que recebeu o batismo de água, o que acontece é como se Deus nos tivesse dado ferramentas: pedras e carvões, pedras como Pedro, a cabeça da Igreja, a pedra de fundação de qualquer Igreja que tenha Cristo como princípio, e carvões como João, o coração da Igreja, o centro cardíaco de qualquer Igreja que tenha Cristo como princípio.

Sendo que o fato de termos recebido não quer dizer que saibamos como usá-las, o uso se dá por aprendizado milagroso, não depende da nossa vontade, assim como não depende da vontade da criança aprender a escrever, mas sim da vontade dos adultos em ensinar, mas uma vez aprendido, é de responsabilidade da criança apreender o uso daquilo, ou seja, após a dádiva de hierarquias acima de nós nos ensinarem a usar as ferramentas celestialmente dadas, depende unicamente do Ser humano colocar em prática. Ter pedras ou ter carvão não é o mesmo que receber o batismo, mas o preparo para isso, assim como uma vez ensinado, batizado, iniciado, depende unicamente de nós pormos em prática.

É muito importante compreender isto, porque Cristo fez com que a vinda para a Terra seja automaticamente estarmos na iniciação, termos as pedras e/ou o carvão à vontade, mas somente Sendo iniciado é que se aprende a quebrar o carvão, ou seja, humilhar-se, ter do sofrimento cardíaco, das lágrimas, porque carvão inteiro não queima de maneira apropriada. Então é preciso fazer do coração pedaços! Assim como é preciso ter atrito nas pedras para gerar fogo de fato, e aprender que a direção desse atrito aumenta ou diminui a possibilidade do fogo se tornar um fato, porque há pessoas que em suas vidas jogam o carvão fora ou jogam as pedras fora ou são indiferentes a eles, ou vão bater pedra em algum lugar distante dos carvões, se tornando cada vez mais improvável que ocorra o milagre de acender o carvão e sermos iniciados.

Assim como ficar esperando que o carvão seja acendido por um raio é algo tão lento quanto igualmente improvável. Pois já houve um raio: Jesus, que em sabedorias passadas pode ser chamado de Júpiter ou ainda Zeus. E sabemos, um raio não cai duas vezes sobre a mesma cabeça, ou seja, Jesus veio e já deu o exemplo, agora ele manda seus mensageiros, seus raios, seus apóstolos, mas ficar esperando ser um apóstolo, um santo, para então compreender o que é acender o fogo, bom, demora, se tornando exaustivo e improvável até por muitos serem chamados e poucos os escolhidos de fato. Ou seja, ficar esperando a hora de ser chamado e ser escolhido requer uma evolução espiritual tal que são raros os que sequer se preparam, pois requer ser realmente um Santo, e poucos se dão de coração à devoção exigida para isso, pois significa ter os carvões em pedaços no lugar exato em que cairá o raio, e saber o local dum raio, só com muita, muita, muita cristalina água, ou seja, só tendo uma pureza impecável, como a de Maria, mãe de Jesus.

Quanto aos filhos da água, se um incêndio acende, por milagre, os carvões, é a oportunidade de pegar esses carvões que estão se esfacelando e queimando e levar a um lugar seguro, longe do fogo indisciplinado. Mas haverá uma obrigação de ação, retirando-se do incêndio, sendo como trigo a separar-se do joio. É sempre por milagre que a união do carvão e do fogo se dá. Mas sendo um filho do fogo, dá para aprender a direcionar as faíscas quando as pedras batem, quando o martelo bate, sendo que o carvão só acenderá por milagre divino, contudo, caso o milagre se dê, teremos a oportunidade de pegar a parte do carvão que nos cabe. Isso significa a chance de ser mais rápido do que esperar como um filho da água. Ou seja, não é necessário exatamente ser um Santo, mas sim ter ações que venham a santificar-nos.

Muitas vezes os filhos do fogo, pessoas cerebrais, são como pessoas que estão gerando faíscas, geram faíscas aos montes ao dar marteladas, golpes, pedradas, isso não quer dizer que o fogo interior se acenda, assim como os filhos da água, pessoas cardíacas, são como pessoas que juntam carvões, mas um carvão apagado de nada serve. Então os filhos do fogo ainda são como homens da caverna que batem pedra com pedra e acham o máximo ficar vendo sair faísca, enquanto os filhos da água ainda são como homens da caverna que ajuntam madeiras e falam ‘bom, deixa aí que uma hora o raio desce e o fogo pega’, e ficam orando para que o raio caia em suas cabeças.

É claro que ambas as coisas se dão por milagre, por milagre que uma faísca pode pegar fogo no meio dos carvões e ter o fogo aceso e por milagre apreendermos, assim como, por milagre, um incêndio pode atingir o carvão ou mesmo, por milagre, o raio que caiu em alguém inspirar o outro a se aproximar e o carvão acender ao ser posto ao pé do fogo, da fogueira alheia, sendo sempre milagre, porque só o Pai sabe o momento de acendê-lo. Contudo, é nosso dever nos esforçarmos, facilitarmos para que o milagre aconteça, pois todo milagre tem por definição a Vontade nossa unida com a Vontade divina. Eu me torno um veículo, potencializando e catalisando, ainda que jamais dependa de nós mesmos.

E nada disso significa que os filhos da água sejam melhores do que os filhos do fogo, porque, ainda que o trabalho demonstre que os filhos da água sejam mais avançados em termos gerais, se ambos são verdadeiros Filhos, o verdadeiro Ser de ambos é e está lado a lado, pois fogo e água são os dois elementos primários. O que acontece é que um modula o outro, assim como um irmão mais velho cuida do mais novo.

No fim, o que observaremos é a necessidade da troca do magnetismo em nós, como se tivéssemos o dever de tornar um polo que hoje é negativo, a água e o coração, em um polo positivo, que é um coração voluntário, com desejo direcionado, e tivéssemos que fazer das experiências relacionadas ao fogo de sensação, produção, ação, nascimento, um polo verdadeiramente negativo, o que não significa negar essas coisas, mas não precisar pensar para fazê-las, e se tornarem efeito de causas mais elevadas, ou seja, fazer o sangue obedecer ao coração – não o coração obedecer ao sangue, como é hoje, de maneira ainda inconsciente, até passarmos para a maneira ciente, depois consciente e então haver a troca e nova polarização. A apresentação de tudo isso é a imagem de como um dia o ser humano inverterá os polos magnéticos de si mesmo.

Enquanto o cérebro e a mente são relacionados às experiências, o coração é relacionado às relações, ao que está diretamente dado para que haja relações. É ele que possibilita que tudo ganhe vida, e a Vida está na relação porque tudo o que é separado de outros elementos, tudo o que é isolado, mesmo um átomo, perde o sentido de ser; pode-se isolar para estudar, mas a capacidade de segregação e isolamento é algo cerebral que a gente faz, assim como a digestão é o quebrar das partículas para que se consiga absorver as propriedades do alimento, o cérebro também quebra o pensamento para que se consiga absorver algo, para que possamos obter algo de aprendizado sobre o mundo, por isso se aprende as letras e depois as sílabas e depois as palavras e depois as frases e depois os textos… é por segregação primeiro e aglutinação depois que se aprende a ciência de do que se faz e como se faz. Enquanto o coração é apenas por comunhão, não tem como propriamente segregar algo, mas se apreende as coisas pelo seu cerne, por isso, apesar de não se saber escrever, ou mesmo falar direito (podendo trocar uma letra por outra), ainda assim se apreende palavras e frases antes de sermos alfabetizados de fato.

Se eu disse na Poesia do Pensamento que a Mente integra o corpo como um todo, o Coração também o faz, mas num sentido diferente e complementar, pois a Mente é integração total enquanto materialização, objetivação de uma ação, sentimento ou pensamento, e o Coração é a integração através de uma espiritualização, subjetivação da ação, do sentimento e do pensamento, no sentido de se tornar único, não pela personalidade (que é o caso da mente), mas pelo espírito.

É preciso deixar claro aqui que eu não proponho teorias nem nada, mas que é preciso haver discernimento quanto a maneiras errôneas historicamente consolidadas de se observar que: a subjetividade não é quem eu acho que sou, ou mesmo o que eu penso sobre mim mesmo e sobre a realidade, a verdadeira subjetividade é o que vem do Sujeito, pois é o que lhe foi lançado abaixo (sub jacere = subjetividade), e objetividade, objetivo (= ob jacere) é algo posto à frente, apresentado de maneira oposta como por espelhamento, algo que se detém na frente dos olhos, e aí conseguimos observar que D’us é o único real e verdadeiro Sujeito que permite que Sejamos em relações, havendo sujeitos por sustentação Sua, como já foi dito na Poesia do Pensamento e em outras também que, ao dois ou mais se encontrarem, um terceiro é quem vela uma causa superior para este encontro – como Cristo diz: onde dois se reunirem em meu nome, aí estou no meio deles (Mt 18:20). E também que a realidade que vivemos é o véu, o espelho, aquilo que nos foi ‘posto à frente’, então é lógico concluir que tais analogias divinas nos permitem ver que o real sentido de subjetividade está relacionado ao espiritual e o real sentido da objetividade está relacionado ao material (sem que com isso se pretenda ou intencione aqui, e em qualquer texto, haver a plena manifestação de toda a possibilidade dessa verdadeira realidade observada, esta é apenas uma fração do prisma, contudo torna-se importante salientar que qualquer outro ângulo adotado não divergirá desta fração do prisma, mas ao contrário, corroborá-la-á. Se houver bifurcação, quão maior for a oposição do argumento contrário ao apresentado, maior será a tendência à mentira e ilusão. O uso etimológico das palavras é uma das formas de provar que não são análises baseadas em opinião, mas sim em testemunho histórico, é uma forma de usar a matéria histórica e comprovar que ela, em si mesma, é obrigatoriamente existente somente devido ao fato de que seres, leis, princípios, forças, superiores à materialidade temporal dela mesma existem e são de fato.).

Em suma, a verdadeira subjetivação é a espiritualização do eu-personalidade, a verdadeira objetivação é a materialização do Eu-espiritualidade; se ambos caminham em direção um ao outro, em algum ponto eles se encontram, o que acontece é que nosso nascimento terreno é uma das formas da objetivação, contudo ela perde o sentido quando não há também, em complementação, um nascimento espiritual através de uma das formas da subjetivação. Claro que em primeiro lugar há o milagre e a graça para que esses nascimentos se deem, mas é preciso ter em conta que o ser humano foi feito tal qual imagem e semelhança, ou seja, é necessário, é urgente, que entendamos que também depende de nós aprendermos e apreendermos para podermos, depois, aí sim por milagre, viver as manifestações do Querer e do Poder em termos de compreensão (que é ter o Coração unido à Mente), da Sabedoria (Coração) unida às Escolhas (Mente) para haver manifestação da Vontade real e verdadeira.

Então o coração nos integra através da subjetivação, tendo o sangue e a lágrima como veículos, através da água e do fogo (sendo necessário primeiro a união dessa água e desse fogo no coração para depois haver a união do Coração e da Mente, também símbolos maiores da água e do fogo em complementar oposição). Então entender que o coração deve deixar de ser um músculo involuntário é necessário, pois ele deve tornar-se um músculo voluntário, porque enquanto ele pulsa, essa lenha hoje queima o fogo do sangue sem que escolhamos que ele queime, pois nós não integramos de maneira ciente – que seria fazer o sangue esquentar de maneira voluntária, ou seja, ter ciência sobre a modulação dos nossos desejos, que dirá de maneira consciente – que seria o coração pulsar voluntariamente, ou seja, pulsarmos somente vontades elevadas.

Hoje, quando o coração atua de forma involuntária em nós, é por pura graça, por trabalhos espirituais que desconhecemos ainda, mas quando vamos acordando para essas outras realidades que compõem juntas essa única realidade química que cientemente vivemos, passamos a nos tornar responsáveis pela Vida de nós mesmos. Obviamente o Mistério continua existindo, mas então passamos a observar que nosso coração espiritual pulsa também por graça de Deus, e um dia também seremos capazes de fazer conscientemente nosso coração espiritual pulsar, mas isso só acontecerá quando nos tornarmos deuses. Lembrando que um coração inevitavelmente só pulsa junto a outro, seja junto ao que está acima (anterior hierarquicamente, de uma espiritualidade mais elevada que a nossa, como irmãos mais velhos), seja junto ao que está ao lado (que é quando passamos a ser verdadeiros Amigos, seja dos Seres humanos, ou das demais hierarquias espirituais), seja junto ao que está abaixo (nos tornando servos de todos os demais).

A verdadeira consciência só acontece junto ao verdadeiro conhecimento, que é a possibilidade da verdadeira gnose, que é a gnose conjunta – cognoscere, porque não existe gnose separada – gnose separada é uma falácia – e caso se afirme que a gnose do místico ocorre, mesmo sem o entendimento, isso só pode acontecer por milagre por estar e ser unido ao entendimento de Deus, mas é diferente da gnose aqui tratada, que é ainda um passo além, uma oitava superior à gnose do místico; então a verdadeira comunhão está na escolha (inteligência, que é o ato de escolher o fruto mentalmente), quando eu escolho soprar a brasa para que o fogo queime, e na multiplicação e oferta dessa escolha (sabedoria, que é o ato de saborear o fruto escolhido junto ao Outro), levando o fogo para todos os membros. É quando meu coração deixa de queimar involuntariamente e eu escolho que ele bata, que ele pulse por aquilo que vale a pena, que é certo, verdadeiro, belo, bom e justo que ele pulse.

Então deixa de fazer sentido o sangue ferver estar associado a experiências de ira e luxúria, e passa a ter relação com o elevado, porque ele passa a ferver por coisas elevadas, porque passamos a querer nos relacionar – principalmente com Deus, que é a relação mais elevada que podemos almejar ter e viver, porque o verdadeiro conhecimento, a verdadeira gnose, é com Deus, porque é nessa relação que se possibilita a relação com todos os outros seres, por isso é amar a Deus acima de tudo: pois é só a relação com Ele que possibilita a relação com o Outro, amando o próximo como a nós mesmos.

Se meu coração (centro do corpo) não se conecta ao cerne (espírito) e ao todo (D’us), se meu coração não está a caminho da essência de mim e do cosmos, então ele não conseguirá se conectar a todas as partes de mim mesmo, e eu, provavelmente, terei problemas na circulação do sangue e problemas cardíacos. Mas também é preciso que este cerne ao qual me conecto, que é meu espírito, (é preciso) que ele também seja um coração e se conecte com o cerne dele mesmo, cerne esse que é Deus. Então eu não me conecto a Deus através do meu coração de carne propriamente, com meu coração eu me conecto com meu espírito e com o coração do meu espírito, com o cerne do meu espírito, eu me conecto com Deus.

É como na Poesia do Pensamento quando falei que a luz que se faz através da lupa, que converge a luminosidade que me esquenta, ela é direcionada pelos olhos espirituais pessoais, mas ela em si e o fogo que brota vêm deste Ser maior (estando relacionado à hierarquia de Gêmeos e os Serafins), assim como a flecha e o arco estão a mercê e a trabalho do arqueiro (relacionado à hierarquia de Sagitário e os Senhores da Mente), assim também é com o coração nosso. O nosso coração também só derrama a água, tal qual o jarro de barro que despeja a água de Aquário, porque nele pulsa o movimento da respiração deste Ser que segura este jarro de barro e seu sair de água.

Assim como esse fogo passa a pulsar por coisas nobres dentro de mim mesmo, num ‘eu’ como um Leão, que simboliza a nobreza do fogo – lembrando que este Leão é o mesmo Leão que mansamente é dominado pela Força interna, tal qual na carta de Tarô, que lhe abre a boca mansamente, mostrando que para meu coração pulsar e entrar em relação com o mundo, isso só é possível verdadeiramente se o espírito modula esse pulsar, sendo a figura feminina complementar à figura masculina de Aquário, podendo, de ambos, nascer o Filho do Homem; ou, se tomarmos Aquário como a figura do Anjo, a Força representa da mesma forma a imaculada capacidade de se tornar senhora até mesmo deles, dos Anjos, ao olhar para eles e seguir seu exemplo, eis o princípio da Virgem Maria, como já citamos.

Então eu não uso esse Leão (símbolo também da individualidade), do coração e do ferver de sangue para assustar os outros através da ira e do rugido, nem para comer os outros, seja numa luta com gladiadores, seja inclusive no sentido luxurioso do termo – da transa e da paixão desenfreada de um leão que domina o outro sexualmente -, mas o sou, sim, como felino nobre.

Sendo que quando eu digo: depende de nós aprendermos e apreendermos para podermos, depois, aí sim por milagre, viver as manifestações do Querer e do Poder em termos de compreensão (que é ter o Coração unido à Mente), o Querer está relacionado a Câncer e à Hierarquia dos Querubins, bem como o Poder se relaciona com Capricórnio e a hierarquia dos Arcanjos, sendo que este eixo zodiacal está justo no meio do eixo de Gêmeos-Sagitário e Leão-Aquário, sendo literalmente o que tem permissão para dividir e unir ambos.

O Coração é dificílimo de ser acessado, porque requer lidar, primeiro, com uma água baixa, que se relaciona com a ira e com a luxúria também de um cérebro baixo, bem como melancolia e futilidade ou apegos desnecessários – como apego a grupos fechados em si mesmos, porque choramos e suamos por coisas carnais e de carência normalmente, em suma: por estilos de vida (seja emocionalmente dependente do outro, como mãe dependente de filho – carência e histeria feminina, seja independente do outro, como no individualismo – egoísmo e machismo masculino) e evitamos as coisas espirituais.

Temos o desafio e dever de fazer com que a mente evite que a água seja um jorrar por jorrar e o coração evite que o fogo seja um queimar por queimar, como quem joga palavras ao vento em relação às coisas e um consumismo como quem quer para si todas as coisas.

Nós conseguimos ver também que o pensamento, a mente, e mesmo o cérebro, por estarem relacionados com o intestino, eles têm a ver com a inteligência, a medida que a inteligência é a capacidade de escolha dos frutos, como eu escolho os frutos e os absorvo; na Bíblia se lê: a boca fala do que o coração está cheio, nos lembrando de que o coração tem relação com a boca e com o estômago, e com o que eu permito que entre ou que saia de mim enquanto um saber, que é o sabor daquilo que eu provo em meu coração, sendo uma sabedoria.

A intuição, o conhecimento, é quando eu consigo unir aquilo que eu separo para comer ou deixar de comer, provar ou deixar de provar (ou seja, aquilo que irá se tornar inteligível) com aquilo que eu saboreio de fato (o saber que eu compartilho, que eu saboreio e compartilho ao ofertar do fruto), porque é praticamente impossível descrever um sabor, senão dando características gerais, mas chegando nem perto de se assemelhar à experiência que é, por si mesmo, saborear – então eu devo ofertar. A união da Escolha e do Saber gera a possibilidade de Conhecimento, e aí indico que se ouça a Poesia da Inteligência, do Conhecimento e da Sabedoria, lá eu falo mais sobre, mas o conhecimento basicamente está na ligação e relação entre o Coração e a Mente – entre o que eu já experienciei e qual sabor aquela experiência deixou em mim, porque o coração é o cerne, o que está em contato espiritual direto com a minha identidade, e o que eu escolhi com a mente, que é o que está em contato com a minha personalidade aqui enquanto manifestação na matéria – porque é como comentado, a mente se relaciona com o externo que entra, enquanto o coração se relaciona com o levar o que chamamos de interno para uma instância ainda mais profunda de nós mesmos.

É como se a Mente fosse a porta e o Coração, a fechadura, eu só consigo de fato abrir a porta se o coração estiver presente preenchido com o que lhe cabe. A Mente é o que envia, faz a ponte, sendo a porta entre a personalidade e o espírito, contudo, é o Coração que revela o que a Mente levará de fato, no sentido de que a escolha primeira é da mente, porque intelectualmente podemos escolher as experiências, mas, a partir da hora que se pega o fruto escolhido e o colocamos na boca, é o Coração que revelará se engole para ser absorvido (função do cérebro e do intestino) e levado até o espírito pela Mente, como Mercúrio que traz e leva as coisas entre os reinos e deuses, ou se será cuspido, vomitado, jogado fora, enfim, defecado… Ou seja, a verdadeira escolha é do Coração. A Mente não leva e não traz o que o coração não quer que seja levado ou trazido, ela obrigatoriamente obedece ao Coração. Se se tenta fraudar esse movimento de alguma maneira, a pessoa provavelmente terá a tendência a sofrer de doenças mentais e do coração, o que não quer dizer que pessoas que sofrem com tais tipos de doenças tenham necessariamente tentado manipular e forçar a fechadura que é o coração com um pé de cabra ou chutado a porta que é a mente etc., mas é uma alta probabilidade que em alguma vida isso tenha ocorrido e a doença venha como um alerta para que se tome, em algum momento, ciência, tanto da chave certa quanto da maneira correta de abrir a porta e usar a mente.

Por isso o verdadeiro conhecimento, cognoscere, a gnose conjunta, é quando ambos trabalham juntos, porque é quando consegue levar e trazer o aprendizado e com isso gerar alimento para o espírito através das lições das escolhas e desse saborear, fazendo com que passemos por transformações, que é quando, depois de passar pelo cérebro, se passa pela necessidade de produzir algo, como algum artesanato, alguma ajuda ao próximo, algum serviço para alguém, enfim, ou quando, depois de passar pelo intestino, se passa pela necessidade de defecar, urinar, enfim, passar por transformações nem sempre bonitinhas, para que o que precisa ser absorvido seja absorvido, pois o próprio bolo fecal só se forma se toda a água necessária for absorvida daquilo que não presta, para daí o resto ser expelido e passar pelas nossas genitálias. No cérebro, a água retirada é a extração do que há de sentido divino naquilo que escolhemos como experiência para que então, ao contrário do corpo que guarda para si o melhor e defeca o resto, aprendamos a ofertar ao Outro o melhor e mantermos em nós a morte do resto…

Por isso astrologicamente Quíron ainda virá a ser também regente de Virgem, pois ele é simbolicamente o representante dessa capacidade de extração da água da experiência e doação de si em morte para que o outro (Prometeu) se liberte da corrente. Em todo esse caminho, apenas para que se possa aprofundar os estudos, a Mente é representada aqui por Mercúrio (Gêmeos), a Boca pela Lua (Câncer), o Coração pelo Sol (Leão), o Intestino delgado e grosso por Mercúrio e Quíron (Virgem), os Rins por Vênus (Libra) e as saídas, nossos orifícios baixos, por Marte, que seria o Pênis ou Vagina, e Plutão, Ânus (Escorpião), com isso é possível se esforçar para visualizar o movimento que estou fazendo ao falar dessas passagens de processo em processo quanto ao que escolhemos, saboreamos e compartilhamos para que a união se faça possível caso, nos seja dada por graça e milagre divinos.

Então é possível ver também que não se trata apenas da Mente e o Coração trabalharem juntos, sendo que a união deles é uma etapa do processo, não é todo o espectro de alcance que o ser humano pode chegar a viver neste momento evolutivo, obviamente o processo não tem final (num sentido ordinário de fim, ponto final), contudo ele é passível de plenitude. O que esse processo todo possui é a finalidade em Cristo (como quando ele diz ser o Começo e o Fim, o Alfa e o Ômega, no Apocalipse), sendo que o que há é diferente de um ponto final como chegou, pode parar tudo, esse pode parar tudo não existe, o que acontece é chegar numa plenitude para seguir para outra etapa de evolução para além da que conhecemos agora como seres humanos. O que quer dizer que, além da integração Coração-Mente, deve haver também, aos poucos e a posteriori, uma integração de todas as partes: anatômicas, zodiacais, planetárias, de corpos materiais (inclusive os mais sutis), de todos os corpos espirituais etc. ou o nome que se dê à objetividade e subjetividade – já mencionadas –, ao manifesto e ao espírito e a unificação dessas possibilidades. (Não cito mais acerca disso porque também é desnecessário e seria exaustivo ficar discorrendo sobre cada pequena etapa do processo e a ligação com os outros órgãos e planetas e signos, pela Fraternidade Rosacruz, seus cursos e livros se pode começar a aprender muito mais sobre tudo isso).

Então, quando eu consigo a gnose conjunta da Mente e do Coração, é quando eu uno o cerne à mente, essa mente que é também como uma flecha. Então é quando, do meu coração, eu lanço essa flecha… meu coração, sendo guiado por Deus, lança uma flecha que atinge o peito do outro. Arco e flecha atingindo o peito do outro é também a imagem de Eros, de Cupido, e se nós já compreendemos que a luxúria nada tem a ver com isso, que o que conhecemos hoje como erotismo e mesmo pornografia – que é a degeneração total do erotismo – nada tem a ver com o sangue ferver de verdade, que é quando ele o faz buscando algo elevado, vemos que o sangue esquenta e gera calor de verdade quando derrete todos os obstáculos podendo moldá-los, evaporá-los, e até mesmo transmutá-los – se a água mole em pedra dura tanto bate até que fura, sangue quente em chumbo interno a fogo lento transmuta em ouro qualquer minério – lembrando que fogo quente modulado pelo coração, que é sua lenha, seu carvão.

Temos, assim, a imagem do Cupido que ama e coloca em relação de Amor todos que têm contato com ele. Que lança uma flecha de coração para coração e une, através dessa flecha, os corações.

Se vemos também o que foi falado na Poesia do Caminhar e do Pensamento, veremos que o verdadeiro caminho reto é aquele que observa o pendular, podendo ser possível finalmente ver que em todo o encontro de dois há um terceiro, ou seja, para além do Eu-Tu há um Ser oculto velando pela causa desse encontro como efeito; então vemos que atuar como Cupido verdadeiramente é possibilitar o trabalho de Eros, do Amor de Deus em seu estado de manifestação mais densa, por assim dizer, porque é um Amor infantil perto de toda a possibilidade, mas que é o começo, é o básico. Então é possível observar como é preciso ter o Coração e a Mente integrados para que se possa verdadeiramente começar a agir com Amor através do Cupido.

Então estar e ser numa relação que requer Mente e Coração integrados é o que possibilita que a intuição aconteça. A intuição é a essência de uma relação, daquilo que se apresenta e se extrai de uma relação, seja de outras vidas, seja deste momento, seja para além dessa matéria, bem como com seres de outras hierarquias que nos sussurram sabedorias e possibilidades, até nossa relação com uma coisa, animal ou pessoa. É ao extrair e unir a sabedoria e inteligência em relação uma com a outra que se gera a intuição. Claro que aqui é possível falar em termos formais em como esse processo se dá e como essas Poesias são, mas obviamente não basta falar para se saber Viver isso, nem adianta ter isso apenas no coração de ‘eu sinto isso, eu sei que vivo isso’ para de fato viver isso, assim como de nada adianta saber intelectualmente ou inclusive expressar tudo isso (como eu aqui faço)…

A expressão de algo não quer dizer que seja a capacidade de vivência do que se expressa, nem o sentir algo a capacidade de vivência do que se sente. Ainda que quão melhor seja essencialmente expressado ou sentido (não aparentemente, mas essencialmente expressado e sentido), maior a tendência de estar a abrir vias para aprender, apreender e compreender de fato, porque é isso, o verdadeiro viver é um movimento integrado das partes, ainda que este movimento não pretenda nem intencione ser o alcance da integração total, como numa onipotência e onisciência, porque isso só Deus, e quem se arroga tal possibilidade sofre de megalomania muito provavelmente… ainda que venhamos a ser deuses, não chegaremos lá senão pela humildade, ao jamais sequer pensar nessa possibilidade como finalidade ao buscar esse movimento integrado.

Por isso, na maior parte do tempo, é mais importante se preocupar em desenvolver as ferramentas por amar Deus e o Próximo, do que ficar querendo se analisar e criar julgamentos de se somos ou não capazes de usar a Mente e o Coração ao mesmo tempo, apenas “amando” a si próprio, ainda que seja importante, sim, ter um sincero pensar sobre estar num bom combate ou não, e vendo os detalhes do porquê se ganha ou se perde um round, por assim dizer. Mas todo lutador sabe que só se analisa e se verifica as qualidades e defeitos da sua técnica para voltar ao ringue e lutar mais uma vez, seja para luta efetiva seja para treino, o que revela que o foco reside na ação.

Por isso é preciso ver que a necessidade em se saber fazer certos exercícios, desenvolver certas ferramentas, como saber fazer escolhas e saber saborear as experiências, é mais importante, neste momento, do que de fato entrar em questões de ser ou não capaz de unir as duas coisas e construir relações, unindo a escolha ao sabor do que se escolhe. Um passo por vez às vezes evita graves erros, como engasgar e até morrer antes do tempo. Assim como é mais importante saborear aquilo que muitas vezes nos é dado, conhecer o sabor, ainda que desagradável, do que ficar escolhendo o que eu quero e não saborear baseado em premissas de um paladar infantilizado ou adolescente, de quem quer só o docinho ou escolhendo o sabor por rebeldia, sem sequer saber lidar com algo salgado, que dirá ácido, azedo ou amargo.

Por isso é preciso ter discernimento para ir conhecendo o próprio caminho… se é primeiro escolhendo os frutos para depois saboreá-los ou se é saborear primeiro para depois aprender a escolher os frutos, porque se sou muito seletivo e faço uma seleção rigorosa, posso deixar de desenvolver certos sabores e sabedorias internas que me são oferecidas dia após dia porque eu vaidosamente só quero comer o que eu quero, fazer escolhas que me convêm. Assim como não aprender a escolher os frutos também é perigoso porque eu saboreio apenas o que me é dado e deixo de entender que nem sempre tudo o que me é dado é para que eu aceite, mas sim para aprender a dizer não, porque o meu sim nada é sem meu não e meu não nada é sem meu sim; então é preciso observar a si mesmo e ver qual o movimento que se faz majoritariamente, e nisso ir se conhecendo se se é uma pessoa mais cerebral (de escolhas) ou mais cardíaca (de sabores e saberes) , por exemplo.

É claro que uma real integração dos dois é algo ainda um tanto raro e delicado de acontecer em plenitude. Hoje em dia estamos muito mal acostumados com analogias deformadas e grandes deformidades de metáforas são criadas e isso deturpa esses dois instrumentos, como, por exemplo, querer falar de Cristo e de comunismo, quando o termo comunismo e o Verbo que é Cristo são impossíveis de serem misturados, quando Cristo (espiritualidade) e César (política) não são sequer dois lados de uma mesma moeda, assim como água e álcool não se misturam, não bastando fazer análises rasas como: são ambos líquidos ou são ambos transparentes. As aparências enganam. Sendo que a aparência do comunismo visa substituir a água, que é Cristo, porque se pretende não haver espiritualidade: por mais que se misture ambos, não se verá a diferença crucial entre água e álcool, e, das duas uma, ou morremos de sede ou envenenados. É preciso escolher: ou se bebe apenas água – Cristo, ou apenas álcool – comunismo.

Já o Coração e a Mente, apesar de serem como água e óleo, aparentando ser um caso análogo ao do álcool, ele não se confunde com o mencionado, ou seja, se difere do mencionado, porque água e óleo se distinguem no conteúdo e na forma, não nos incitando ao erro e ao envenenamento de nós mesmos, óleo este que é combustível representando o fogo aliás, não havendo confusão entre ambos. Sendo que só é possível trabalhar essas polaridades porque haverá um inevitável modular do fogo pela água, porque mesmo sem apagá-lo, mesmo que vejamos pegar fogo no óleo que há na água, é ela que irá carregá-lo, ela que servirá de suporte, de base para continuar a queima constante. Ou seja, a política deverá se submeter à espiritualidade, não o contrário. Não estão sequer em pé de igualdade, ainda que ambos tenham seu grau e seu local de importância, não sendo sequer iguais ou equivalentes para estarem lado a lado. Tanto que, mais uma vez repito, sabemos, por inteligência, sabedoria e conhecimento que os santos, assim como os elevados anjos estão à frente em termos de evolução do que os cientistas e os anjos decaídos. Isso não significa que todos devemos nos tornar santos literalmente, mas significa sim que nos santificarmos é crucial para continuarmos os passos

Agora, claro, não é num mundo politicamente desigual que se consegue ser cientista de fato, a ciência verdadeira também traz a oportunidade de cada um saciar as suas necessidades (não futilidades), contudo isso não se confunde com comunismo nem tecnologização de tudo e o que valha, porque não é distribuir renda nem enlatar tudo de forma fria, mecânica e tendencialmente morta, mas sim cada um viver de acordo com a sua necessidade – e isso varia individualmente, pois não é o paraíso igualitário na Terra, mas sim a Terra como necessidade igualitária de espiritual vivência.

Ou seja, não basta apenas o coração para que um corpo tenha saúde perfeita. Não basta o mundo espiritual sem suas respectivas matérias. Não é fazer o caminho da negação das coisas terrenas, do fogo e da mente, abrindo mão do pensamento, ao contrário, se torna crucial saber que, se para aprender a pensar eu preciso passar pela reincidência (como dito na Poesia do Pensamento), para pensar junto ao coração, produzindo pensamentos intuitivos, eu preciso estar e ser no exercício da matéria, da manifestação, só que não de forma a repetir (que seria o treino), e sim de forma a fluir (sendo o real combate), com um imperceptível trabalho da mente em si, como dirigir um carro, andar de bicicleta, que ao começo é preciso ter todo o foco naquilo e lembrar detalhes, ativar a memória, e depois entender que cada vez que vou dirigir, é única porque não sei que carros estarão na rua, que momento precisarei parar ou acelerar, dar seta e virar, mas já não preciso pensar de maneira mecânica naquilo, de maneira forçosa, e sim fluídica.

O mesmo se dá com pensamentos quanto a relações mais elevadas e matérias mais sutis. Ou seja, eu permaneço atento e presente cada vez mais aliás, mas confiando que o repertório de potencialidades está ali pronto para toda situação que apareça e, especialmente, lembrando que confiar vem de fidelis que é ter fé, mostrando que o acesso a esse repertório se dá pela graça divina de Deus e minha confiança, minha fé n’Ele. Sendo que ao surgir algo completamente novo, aí sim eu aprendo, e tendo aprendido na mente, apreendo, unindo-o ao meu coração, abrindo a possibilidade de vir-a-ser, por graça, a relação de ambos enquanto conhecimento de fato, despertando a intuição verdadeira em seu grau elevado. Se torna um movimento íntimo, de internalização e manifestação de uma potencialidade.

Então o verdadeiro pensar e o verdadeiro sentir são intuitivos, porque intuição é justo o que aprendemos e apreendemos das relações, a essência delas, em qualquer tempo, tornando-se conhecimento quando, por graça, o espírito puder e dever e conseguir internalizá-lo e externalizá-lo, como analogamente o corpo faz com o ar e com o alimento, já citados. Obviamente que tudo isso junto a Deus, aliás, tudo sempre só É junto de D’us.

É preciso querer visceralmente conhecer algo para ter acesso a isso. O que significa que não adianta buscar racionalmente e querer de forma primária e unilateral apenas, pois querer com as vísceras significa estar em estado de fome, de ausência daquilo que se almeja, então se almejo sabedoria, inteligência, conhecimento, eu tenho que visceralmente saber que nada sei, que nada conheço, que nada sei discernir intelectualmente por mim mesmo; preciso saber com os intestinos e com o cérebro isso, sentir a necessidade de apreensão e absorção disso, e a necessidade de assimilar isso de alguma maneira.

Porque com educação e estudos se aprende, mas apreender e compreender se dá pelo Amor, porque ele é a chave do Coração enquanto fechadura que abre a porta da Mente. E para querer visceralmente é preciso não possuir de maneira alguma, pois eu só posso verdadeiramente querer aquilo que eu não possuo em nenhum sentido. E quando eu reconheço que nada possuo, a possibilidade de que eu possa receber apenas o que necessito aparece. E a essencial necessidade nossa, enquanto seres, é nos relacionarmos com Deus e sua divina essência presente nas relações.

Uma outra forma de ver isso é através da Arte

A Mente é a partitura que é orquestrada pelo maestro que é o pensamento, mas as notas, a composição presente naquela partitura como um todo, como pulsação, como as escolhas todas que serão lidas na Mente e regidas pelo pensamento, isso tudo é unificado pelo Coração, porque ele é as notas, o ritmo, melodia, harmonia, tudo em conjunto presente formando a composição em si. O Coração permite a composição. A Mente permite a condução e performance.

Então o Coração é a composição, e a Mente é onde a composição pode se organizar e se objetivar, por isso o espírito está além da Mente e se objetiva na Mente, porque é como se essas notas, essa creação anterior `Mente, ganhassem uma substancialidade ao formar a composição (que são as manifestações espirituais), e uma formalidade ao ir para o papel, no nosso caso, ao ser produzida na Mente e ganhar vida (manifestação física), a partir da hora em que os pensamentos começam a reger e fazer com que os desejos, sentimentos e ações toquem essa música, que é o espírito.

Cada nota, cada pausa, cada vibrar e cada silenciar se tornam cruciais, pois basta um movimento errado para haver uma perceptível dissonância. Em graus mais elevados, ainda viveremos o que a música nos oferece em termos de Palavra. Hoje ela está em seu primórdio, ainda muito rasa, incompreensível e dissonante para a maior parte de nós. Mas ainda chegará o dia em que, para além da música que aparentemente escutamos com os ouvidos, desenvolveremos todos o dom da Poesiaque é a união da Palavra e da Música! Para maior compreensão, hoje ela precisa ser feita em prosa, mas chegará também a hora que será feita em elevados versos e serão mais belas que as músicas mais sublimes já tocadas. Pois os instrumentos nos foram dados para aprendizado, mas eles mesmos já foram alterados para se criar os acordes que hoje estamos acostumados. Necessário? Sim. Mas anunciador de um instrumento maior, que é a voz, esta sim pura, sem que possamos deturpar para caber em algo arbitrariamente construído.

Instrumentos e corpos choram. Vozes oram.
Um dia não será mais preciso chorar, e então poetizaremos a boa-aventurança da humana alegria.

Outra forma de observarmos isto é pela Astrologia:

Certa vez ouvi de um amado-amigo-irmão que o coração é aquele que recém saboreia seu alimento, o sangue, e abre mão de absorver e reter esse sangue para que os outros órgãos possam se alimentar, então o Coração (nosso Sol corporal), assim como a hierarquia de Leão (Leão de Judá), estão relacionados ao sacrifício do ‘eu’ que se construiu em Áries (o Cordeiro a ser imolado), depois passando por Sagitário para ser cravado no alvo, para ter e ser a flecha que mata o primitivo que carregamos, nos elevando, unindo-nos ao Pai, porque o Pai, se estudarmos esotericamente, veremos que Ele é da hierarquia de Sagitário – eis a trindade de fogo; assim como o que comemos em Touro (signo relacionado à garganta e o que a gente põe pra dentro enquanto matéria-prima) a gente absorve em Virgem, sintetiza, discrimina e limpa em Virgem, para que daí se possa trabalhar e estruturar as coisas de verdade, que é chegar em Capricórnio, sendo que a montanha de Capricórnio também é sabedoria, então quando tiramos as impurezas ganhamos uma vista mais limpa, mais clara da realidade espiritual e material – isso também é o que a montanha muitas vezes significa, ainda que não se resuma a somente isso – eis a trindade de terra; assim como passamos para Gêmeos e aquilo que é investigado pelas lentes através dos olhos divinos de Deus, quando vemos, com a Mente e a direção do Coração, Ele pôr fogo e acender todas as coisas, para então encontrar o Amor de Libra, Amor por todas as minúcias, particularidades, criaturas de Deus, harmonizando as diferenças, para seguir até Aquário, quando nos tornamos capazes de elevar esse Amor (sendo que geralmente as pessoas dizem que Netuno é a oitava superior de Vênus, mas estão erradas, a oitava superior de Vênus é Urano, de onde Ela nasceu, desceu como semente imaculada), sendo uma elevação do Amor a um grau que jorra de nós e nos tornamos taças, jarros de Deus.

E por que Aquário, apesar de ser o acesso à Água Viva, é do elemento ar? Porque sai da nossa voz, sendo que a garganta é como o calcanhar de Aquiles se invertemos a anatomia ao deixar de olhar como por espelho para vermos em nós mesmos, só que um espelho vertical, podendo então constatar que é por onde a gente expira o ar profundo ao torná-lo Palavra, e não sai água líquida literalmente, mas há vapor na nossa fala, sendo que quão mais divina é nossa fala, mais cristalino se torna esse vapor, deixando de ser como uma névoa, uma bruma, para se tornar Água Viva que mata a sede do Outro que nos ouve, revelando o cálice da comunhão para todos os irmãos, vivendo em comunhão na boca de todos ao proferirmos a mesma Palavra; por fim, há aquilo que digerimos no estômago cuja regência é de Câncer – se o Coração permite que não se vomite, todo o percurso que se faz até Escorpião é interno, porque a gente não vê a comida passando por digestão, a não ser que se tenha clarividência, mas a priori não se vê, o que significa que é um movimento interno, esotérico, que passa por todo um processo para que, ao chegar em Escorpião, a gente possa pôr para fora as impurezas. Então é como se em Câncer sementes fossem jogadas, e elas crescessem até chegar em Escorpião e, chegando lá, vem o ceifeiro para separar o trigo do joio; muito do trabalho de ceifa começa em Libra, que rege os rins, por isso que Saturno (o ceifador) se exalta em Libra, para em Escorpião a ceifadora chamada Morte separar e eliminar de vez, por isso pode ser um processo doloroso, de separação do bruto, saindo o joio, a degenerescência, para em Peixes, sendo ele o símbolo da Mente verdadeiramente espiritualizada (se nos olharmos espiritualmente e não no espelho da matéria; com Netuno como oitava superior de Mercúrio), pegarmos o trigo que foi ceifado e, ao invés de ficar comigo, guardá-lo, eu doá-lo aos Outros, fazendo do trigo um Presente, um Dom – que são palavras relacionadas à etimologia do Verbo doar, ou seja, multiplicar os dons, o que significa que é somente ao viver em plenitude todo o zodíaco que verdadeiramente compreendemos, de Mente de Coração e corpos inteiros, íntegros, integralmente, o que é Ser o Pão da Vida, como Cristo nos ensinou e está na Bíblia.

A Poesia do Coração, como, por graça, podemos ver, não é possível de ser aprofundada sozinha, pois ela essencialmente anseia pela companhia, não somente para saborear da Árvore do Bem e do mal, que é do que se come quando ainda Coração e Mente estão separados, mas para, em milagrosa união, ofertar a Água Viva e o pão que pende da Árvore da Vida.

Mas quem beber da água que eu lhe darei, nunca mais terá sede, Pois a água que eu lhe der tornar-se-á nele fonte de água jorrando para a vida eterna.” [João 4:14]

Pois minha carne é verdadeiramente comida e o meu sangue é verdadeiramente bebida.” [João 6:55]

Assim como o Pai, que vive, me enviou e eu vivo pelo Pai, também aquele que de mim se alimenta viverá por mim. Este é o pão que desceu do céu. …quem come este pão viverá eternamente.” [João 6:57-58]

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