Minhas vísceras e entranhas dilaceradas
Mostram-me a cara para mim
E eu, terrivelmente impressionável,
Sinto-me bem ao ver onde dói a ferida.

Quero ouvir histórias e estórias acerca de quem sou
Através de outrens, através de palavras constantes
Sangrando somente carinhosos sussurros
Sobre um ser que sei que sou.

As pessoas passam na falta de olharem-se nos olhos
Uma mordaz e atroz verdade na leviandade de termos vergonha
De sermos nós.
Meu sono me angustia, crise pequenina ao lembrar-me
De como é ser Eu.

A mediocridade não está na quietude
Mas sim na língua daquele que não sabe o que falar.
E os pais? E os pais, onde eles se encaixam?
   No caixão da vida somente nós sabemos a tristeza que é estar só
E é somente estando só que temos a certeza de que não morremos sozinhos.

jul/2009

*Poema publicado no livro Sussurros Espelhados.

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