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Deus está morto realmente?

Nietzsche gritou a frase mundialmente conhecida: Deus está morto. Será?

Quando observamos nosso processo de libertação de um antigo eu, ao fazermos exercícios espirituais, ao servirmos espiritualmente, ao criarmos espiritualmente e nos elevarmos pouco a pouco, sabemos que hábitos antigos vão sendo deixados, desejos perversos vão sendo purificados, pensamentos ruins vão sendo sutilizados, tudo dentro do tamanho da nossa Vontade e Força espiritual vai sendo morto e transformado.

Esse processo é conhecido especialmente por ser feito pela Hierarquia de Escorpião, que dá novas formas, gera formas outras, morre e nasce formas oitavadas, elevadas dentro da mesma frequência. Hierarquia essa responsável pelo nosso período atual aqui na Terra.

E assim como deixamos um corpo físico para trás quando morremos, Nosso Deus, ao evoluir, deixa para trás uma espécie de deus morto. Sob a perspectiva de quem se apega à roupa do corpo, há só um deus morto, e ele existe de fato, assim como é realidade os átomos físicos desse corpo, muitos tentam fazer com que esse deus morto reviva, inclusive.

Mas se usarmos a Luz para olhá-lo, saberemos que Deus É Vivo! O Nosso Deus Vive!

Eles não coincidem, assim como Eu não sou esse corpo que visto nem a personalidade que manifesto, Eles são um só enquanto tudo ainda está sendo, e portanto, todas as coisas se interpenetram. Mas quando deixar de estar sendo para se tornar a elevação e união de Deus com seu próximo, assim como Cristo se Uniu ao Pai, então haverá (e já há para quem vivencia o Cristo, provavelmente) o que chamaríamos de dois deuses: um Deus Vivo e um deus morto. Um Deus Bom e um deus mau. Assim como há um Eu superior e um eu inferior.

Numa analogia cinematográfica, é como se a cada Neo que começa a se descobrir Homem-Deus, surgisse um anti-Neo: o sr. Smith.

Não é possível salvá-lo, não há redenção para o sr. Smith, ele não pode permanecer inteiro, vivendo, ele será absorvido, porque ele não é feito da mesma substância que o Neo, mas sendo possível vencê-lo, ainda que seja difícil e lento, assim como é lenta a absorção de uma raiz morta pela terra e depois toda a absorção do corpo dessa árvore morta desde sua queda.

Esse deus morto tem seus filhos: suas cópias, não são pessoas, mas estão existindo entre nós.

No caso, podemos observar também que, assim como há o Cristo para acordar os Filhos do Pai, há um anticristo para manter o estado mortífero dos filhos do deus morto. Tem Filhos do Deus Vivo que estão em hipnose, como zumbis, estando sob forte influência na crença do deus morto, mas Filho que está dormindo, não está morto.

O que isso significa? Significa que há órgãos que ficarão para trás, há um corpo que ficará para trás, há restos que ficarão, e é isso mesmo, não há como aplicar misericórdia a algo efetivamente morto, não há nem que se perder tempo com essa possibilidade. É como tentar reviver um corpo físico depois que um ego já abandonou ele. Cada vez que direcionamos nossas ferramentas para tentar reviver um morto que está aparentemente vivo (que é diferente de curar alguém que está dormindo, um vivo aparentemente morto), é perda imensa de energia nossa.

Por isso é preciso ter muita presença para discernir quem é quem, pois na vida Real um sr. Smith não tem nada que o distinga, sob olhos físicos, de um Neo. Então, por não conseguirmos fazer essa distinção, pois a maioria não sabemos como, é-nos revelado o imenso valor do serviço ao próximo e do estudo próprio de forma  desinteressada (ou seja, não Vaidosa) para o Coração e para a Mente. É importantíssimo não colocar o próprio julgamento no lugar do que é revelado apenas pelo Deus Vivente!

Em outra analogia, quem sabe aqui ainda esteja existindo, em muitas perspectivas, como uma encarnação antiga de Deus, que Ele está deixando para trás (pois depende de qual mundo se olha e para qual matéria, lembrando que elas se interpenetram, inclusive as que não conhecemos de mundos que não temos ainda acesso). Neste sentido, realmente, deus está morto! Há um deus morto, mau, sendo deixado, e com ele fica todo um sistema que também morre.

Talvez haja uma dificuldade tão grande nossa em realmente apreender as transformações e a Luz nova que chega, sempre primeiro cegando os olhos, que demoremos querendo salvar o que não tem salvação, e deixamos de elevar o que tem sutilização.

Não faz mal existir um deus morto desde que saibamos reconhecer o que é morto, não faz mal existir o mal desde que saibamos reconhecer o que é mal, não faz mal existirem coisas que ficarão para trás desde que saibamos reconhecer o presente, não faz mal porque o Cristo Renovou todas as coisas! E isso tudo que está morto deixará inclusive de existir logo mais.

Tudo faz Bem – não no papo piegas de que as coisas julgadas ruins, como um assassinato, faça bem, mas o que é Feito é Bom! As vinganças, por exemplo, são apenas reação. Assassinatos são reação, doenças são reação etc. Se sabemos reconhecer as reações vemos que elas Não Fazem, porque não agem, apenas reproduzem uma ação. E lembremos que estamos na era da reprodutibilidade.

Perigoso é se identificar com tudo esfriando, porque Deus Vivo, nosso Fogo, está se distanciando do passado que reage e reage e reage, e ficarmos tentando ressuscitá-lo com magia negra à força, nos tornando filhos do deus morto realmente, já que assim escolhem alguns, usando do maior presente que Ele nos deu: o livre-arbítrio.

Mais perigoso ainda é ser Filho do Deus Vivo, quente, e escolher estar morno.

Então cristifiquemos, esquentemos, elevemos, sutilizemos.

deus está morto, mas Nosso Deus É Vivo!

DEUS É VIVO!

E nisso vemos e ouvimos que há somente Um Deus em Verdade e Verdadeiro.

Oremos e Amemos, meus Amados-Irmãos-Amigos!

Que as Rosas Floresçam em Vossa Cruz!

 

A Ressurreição – Perugino (Pietro di Cristoforo Vannucci). 

 

Sobre a pintura: Esta representação delicadamente pintada e lindamente calibrada da Ressurreição de Cristo formou a predela, ou base, de um altar junto com quatro outras imagens no Instituto de Arte de Chicago: a Natividade, o Batismo de Cristo, Cristo e o Samaritano, e o Noli me tangere (Cristo e Maria Madalena no jardim após a Ressurreição). Cada cena é emoldurada por um molde fictício; aqueles em Chicago foram transferidos para tela e são menos bem preservados do que o painel no MMA. A predela foi identificada com vários retábulos, incluindo o grande e de dupla lateral para a igreja da Santissima Annunziata, dois painéis dos quais estão no MMA (1981.293.1-2). Alternativamente, Christiansen (1983) sugeriu que a série poderia ser associada a um altar da Crucificação encomendado para a capela Chigi na igreja de Sant’Agostino em Siena. Em 7 de novembro de 1500, o banqueiro Agostino Chigi escreveu de Roma para seu pai em Siena, “sobre a capela, eu vi suas intenções … se o [artista] peruano com quem você diz ter falado é o mestre Pietro Perugino, posso dizer do seu desejo de ter [o trabalho] feito por ele, que ele é o melhor pintor da Itália” (Scarpellini 1984, p. 62). Dois anos depois, em 4 de agosto de 1502, o primo de Agostino Chigi, Cristofano di Benedetto Chigi, assinou um contrato com o Perugino em nome de Mariano. O contrato especificava o tema do painel principal (uma crucificação com Maria, João Evangelista, e João Batista, e os santos Jerônimo, Mônica e Agostinho) e uma predela historiada, de assunto não indicado. A taxa era para ser 200 ducados de ouro. O altar foi concluído em junho de 1506 (Ferino Pagden 1985, p. 62). O painel principal desse altar ainda está na igreja de Sant’Agostino e mede 436 x 287 cm. A largura combinada das cinco cenas sobreviventes é de 220 cm, então havia espaço adequado para elas — ou, de fato, para uma predela ainda mais ampla. Embora tenha sido contestado que o altar de Sant’Agostino foi superado por uma estátua de terracota do Cristo ressuscitado, mencionado em 1575/77, e que, portanto, é improvável que a Ressurreição tenha sido mostrada na predela, que, aliás, pode ter tido mais de sete cenas (Ferino Pagden 1985, pp. 65-66), essas observações parecem insuficientes para excluir a série Chicago-MMA da consideração. Em primeiro lugar, eles só podem ter sido adequados para um altar da Crucificação – o evento-chave não mostrado na série. Além disso, Mancini (2004) observou que cópias da predela foram mantidas pelo Chigi e que uma dessas cenas mostrava, de fato, “A Ressurreição de Cristo com cerca de 1 palmo de altura e 1 ½ de largura numa reprodução não enquadrada de Perugino”. Isso equivaleria a 22,34 x 33,51 cm. Dado que as medidas foram aproximadas, a cena da predela em questão poderia muito bem ter sido uma cópia do painel de MMA. Mancini também observa uma referência a outra cena do Cristo de doze anos de idade entre os rabinos que poderia ter vindo da mesma predela.

O que parece claro é que a série Chicago-MMA, notável pelo pincel solto e coloração delicada, data dos primeiros anos do século XVI. A série era certamente conhecida pelo pintor florentino Bachiacca, por quem há uma pintura no Musée des Beaux-Arts, Dijon, que depende da Ressurreição do MMA (La France 2008).”

Keith Christiansen 2012

Fonte: https://www.metmuseum.org/art/collection/search/437272

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